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6 de jul. de 2010

OlharTV: O Melhor da "Copa"

por Tatiana Bruzzi

Já deixei claro aqui na minha coluna que não sou muito ligada a "Copa do Mundo". Não curto futebol e se me pego vendo um ou outro jogo, o faço apenas para reforçar a ideia de que as mulheres querem mais é ver os jogadores bonitões das seleções estrangeiras.

Com a "Copa da África" não foi diferente. Se vi 2 ou 3 jogos completos, foi muito. Mas em meio a essa programação futebolística, uma sim chamou, e muito, a minha atenção. Estou falando da "Central da Copa", programa produzido pela TV Globo.

Como o nome sugere, o programa é todo voltado para a "Copa do Mundo". Seria uma espécie de mesa redonda, ou bate papo, em que as pessoas envolvidas discutem partidas que já foram ao ar, os últimos acontecimentos envolvendo as seleções participantes, assim como seus dirigentes, público, ou ainda o que vêm pela frente.

Se fosse apenas isso, com certeza eu não estaria acompanhando. A grande sacada desse programa foi dar um ar jovial e dinâmico, derrubando de vez a velha forma da mesa redonda, que se não estava ultrapassada, daqui em diante irá reaver seus conceitos.

Comandada por Tiago Leifert (foto), jornalista esportivo que aos poucos foi ganhando seu espaço na Globo. E alguém duvida que agora veio para ficar? Em seu elenco fixo, a "Central da Copa" conta ainda com os comentários do ex-jogador de futebol Caio Ribeiro. E para temperar ainda mais esta salada, uma plateia, geralmente formada por jovens, que inclui até torcedores de outras seleções e descendências.

A interatividade está presente, através de contatos por redes sociais ou entrevistas nas ruas. Além disso, para cada edição há convidados especiais. Celebridades, personalidades públicas e especialistas da área de esportes, todos contribuem para manter o pique do programa.

A atração está fazendo tanto sucesso, que gerou mobilizações nos sites de relacionamentos. No twitter, o perfil de Tiago Leifert já ultrapassou o número de 239 mil seguidores e o apresentador virou o novo queridinho da TV. Honra seja feita, o cara é muito bom. Comunicativo e alegre, sabe cativar o público sem deixar de lado a importância que se deve dar à informação.

Destaque também para Caio Ribeiro (foto / esquerda). Ótimo comentarista. Sempre muito coerente em suas análises, passou a ganhar o carinho das pessoas graças a uma campanha - "Free Caio" - lançada na internet pelo 'casseta' Helio de La Peña.

Dando enfoque ao excesso de trabalho do comentarista – Caio marca presença em todas as partidas disputadas e boletins esportivos, transmitidos pela Globo – a brincadeira repercutiu de forma estrondosa na rede. Além disso, gerou matérias em veículos de comunicação e até um funk, que o comediante apresentou no programa exibido de anteontem (04/07).

Como tudo que é bom um dia chega ao fim, os seguidores do programa se tornarão órfãos em breve. A "Central da Copa" se despede no próximo domingo (11/07), junto com a final do torneio. Agora só nos resta torcer que seja com chave de ouro – Helio de La Peña convocou a população para a cerimônia de liberação do Caio – e esperar mais 4 anos, até que a próxima edição entre no ar.

19 de abr. de 2010

OlharTV: O ano já começou

por Tatiana Bruzzi

Pode até haver alguém que diga o contrário, mas a verdade é que o ano na TV começa mesmo a engrenar a partir de abril. É neste mês que a Globo, emissora líder, coloca no ar sua nova programação. Mesmo tendo atrações como o "Big Brother Brasil", que estreia sempre em janeiro, e programas voltados para as áreas de jornalismo e entretenimento, como "Globo Repórter" e "Fantástico", que na verdade nunca param.

O mês começou fazendo jus a essa já rotineira estratégia. Produções antigas como "Domingão do Faustão", "Casseta e Planeta" e "A Grande Família" – pratas da casa - deram início aos seus trabalhos. Tivemos também a volta de "Força-Tarefa", "Profissão Repórter" e "Os Caras de Pau", como já era de se esperar.

"A Turma do Didi" deu lugar "As Aventuras do Didi". O programa foi reformulado, mas Renato Aragão continua na companhia de seu elenco cativo. E o "TV Xuxa" retornou com algumas novidades e os quadros já conhecidos do público.

Além dessas citadas, novas atrações entraram para a grade da emissora, a qual eu destaco "A Vida Alheia" (foto) e "Separação". o primeiro foi criado por Miguel Falabella e conta o dia-a-dia nos bastidores de uma revista voltada para o mundo das celebridades. Com elenco de primeira, entre eles Cláudia Jimenez e Marília Pêra, promete causar muita polêmica. Pelo menos no meio da imprensa especializada em fofocas.

Já o segundo traz de volta a dobradinha que sempre dá certo, Fernanda Young e Alexandre Machado. Para quem não sabe, ou simplesmente não se lembra, o casal já colocou no ar séries de sucesso como "Os Normais" e "Minha Nada Mole Vida".

Seguindo a linha de "Os Normais", "Separação" também mostra o cotidiano de um casal. A diferença é que dessa vez eles estão prestes a se separar, como o nome mesmo sugere.

Na série, Karen (Débora Bloch) e Agnaldo (Vladimir Brichta) começam a notar as diferenças entre eles e transformá-las em defeitos gritantes. É aí que a intolerância fala mais alto, tornando cada vez mais difícil a convivência entre os dois. Mas tudo com uma boa dose de humor, o que torna o programa delicioso. Aliás, a crítica já elogiou esse programa como o melhor em meio a essa leva de novidades.

13 de jan. de 2010

OlharTV: Vai deixar saudades

por Tatiana Bruzzi

Que brasileiro gosta de novela, todo mundo sabe. Já virou hábito dedicar algumas horinhas do dia para conferir os folhetins diários, sejam eles na reprise da tarde ou no horário nobre. E não fugindo a regra, eu também adquiri essa mania.

Na última semana nos despedimos de "Caras & Bocas". Ela mal acabou e eu já estou com saudades. Afinal há muito tempo não tinha tanta vontade em acompanhar uma novela, como foi com essa. E olha que eu não fui a única.

A produção de Walcyr Carrasco rendeu bons índices no Ibope, sendo inclusive estendida por vários capítulos. E em sua reta final, chegou a obter audiência maior que "Viver a Vida", atual novela do horário nobre. Mas qual segredo para tanto sucesso? Simples, o brasileiro voltou a ter prazer em ver uma novela das 19h.

Quando penso em novela das 19h, lembro das antigas. "A Gata Comeu", "Final Feliz", "Que Rei Sou Eu?", "Vamp" e "Bebê a Bordo". Produções leves, engraçadas, com aventura, núcleo infantil e até críticas políticas.

Mas, de uns tempos para cá, nos deparávamos com histórias pouco interessantes, ou fantasiosas demais, que pareciam querer prender o público mais através da sexualidade do que pela trama em si. E o que se via era um besterol televisivo.

Os horários destinados às novelas costumam seguir uma regra. Das 18h, destinadas às donas de casa. Estipula-se que nesse momento as mesmas estão em casa, preparando o jantar. Das 19h, visam atingir toda a família. Essa é a hora em que todos se reúnem à mesa para jantar e ver televisão. E isso vale também para os telejornais locais. Enquanto isso a "das 20h" (que na verdade começa as 21h) sofre com a classificação etária. A ideia é a de que apenas os pais, ou pessoas mais velhas, vão assiti-la. Por isso há censura em relação a idade.

Quando digo que "Caras & Bocas" retomou esse perfil de novela das 19h, é porque conseguiu atingir todas as idades. E o mérito é de seu autor, que apresentou uma história dinâmica, alegre e romântica, com toque de aventura e uma leveza peculiar.

As obras de Walcyr Carrasco sempre tiveram uma característica de novela das 18h. Suas produções traziam humor e aventura, mas geralmente eram de época. Foi assim com "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", que atualmente está em "Vale a Pena Ver de Novo". Todos sucessos reconhecidos pelo público.

Ao fazer um folhetim contemporâneo, e no horário das 19h, o autor optou por manter seu modo de fazer novela. E com isso, além dos atributos que tornam uma história interessante, usou e abusou de sua imaginação.

O 1º passo rumo ao sucesso foi escalar um macaco como protagonista. Alguém duvida que Xico tenha sido o grande nome da novela? Naquele momento, ele atingiu o púbico infanto juvenil. Que se identificou também com o núcleo jovem da trama.

O trio Bianca, Felipe e Espeto trouxeram de volta o espírito aventureiro, presente em personagens memoráveis como Pedrinho, Narizinho e Emília, do Sítio do Picapau Amarelo. Ou ainda os Goonies, do filme de mesmo nome.

Torcemos pelo amor de Dafne (foto) e Gabriel (foto), Anselmo e Anita, Simone e Denis, André e Cássio, Vicente e Hanna, Jacques e Piedade. Desejamos que Nick se redimisse com Milena, assim como Ivonete com Fabiano. E que Adenor se desse mal.

Vibramos com a derrota de Frederico e a prisão de Judith, grandes vilões da novela. E ainda adotamos os bordões: "Tô rosa chiclete!", "E eu sou fraca?" e "É a treva!".

Agora, para quem achou desnecessário o destino de Pelópidas, saiba que através dele o autor homenageou um dos maiores clássicos da dramaturgia teatral: "O Fantasma da Ópera". Tendo, inclusive, uma cena com direito a cenário e trilha sonora bem parecida com a orignal.

Elenco afinado, personagens interessantes, trilha sonora impecável e a dobradinha Jorge Fernando + Walcyr Carrasco, fizeram dessa novela uma produção que vai deixar saudades.

6 de nov. de 2009

OlharTV: Um mês com grandes novidades

por Tatiana Bruzzi

Outubro se foi! O que é uma pena, pois gosto muito do mês em que comemoro aniversário. Quis as emissoras que eu tivesse bons motivos para me prender em frente à TV durante esse período, para então falar o que achei aos meus leitores. Vamos a nossa retrô?

"Cama de Gato" estreou em outubro e vem agradando ao telespectador


No ramo das novelas a novidade ficou por conta das estreias de "Cama de Gato", na Globo, e "Isa TKM", na Band. A 1ª entrou no horário das 18h, mas com perfil de horário nobre. História ágil, intrigante e um tanto misteriosa, está conquistando o público que já vinha cansado de conferir produções de época.

Já a atração da Band é dedicada ao público juvenil. Bem ao estilo de "Rebelde" e "Malhação", é uma telenovela da Venezuela, produzida pela Sony para o canal a cabo Nickelodeon. A 1ª temporada acabou recentemente lá fora e a emissora brasileira ganhou o direito de exibi-la em rede aberta. Com audiência considerável.

Em relação aos programas de entretenimento, a Globo veio com "Norma", com a maravilhosa Denise Fraga à frente da atração. Apesar da protagonista ser uma das comediantes mais queridas da TV, a atração não agradou muito ao público e parece que subiu no telhado.

Em compensação "Amor & Sexo", da mesma emissora, continua sendo bem visto e ganhando mais adeptos. A boa aceitação foi tão grande que teve a 1ª temporada estendida e já está garantido na grade de 2010. Maravilha!

Quanto a outras emissoras, a Record continua com "Ídolos". O programa está na fase do voto popular e com muita polêmica. O resultado não vem agradando aos jurados, já que para eles candidatos considerados bons saem, dando lugar àqueles com um apelo sentimental maior.

No SBT, a grande atração do mês foi a 12ª edição do "Teleton". A maratona contou com 2 dias de programação dedicada a campanha 2009. Entre as participações, Cláudia Leite, Wanessa Camargo, padre Fábio de Melo e artistas da casa como Silvio Santos, Eliana, Hebe e Roberto Justus, dentre muitos outros.

19 de out. de 2009

OlharTV: As mulheres de Manoel Carlos

por Tatiana Bruzzi

A novela "Viver a Vida", da TV Globo, completou pouco mais de 1 mês no ar e muitas são as críticas em relação ao folhetim e principalmente à protagonista Taís Araújo (foto), intérprete da Helena.

Todo mundo sabe que novela de Manoel Carlos tem que ter uma Helena como heroína, e desta vez coube a uma atriz bem jovem fazê-la. Mais que isso, também é a 1ª vez que temos uma protagonista negra e bem sucedida no horário nobre.

Quebrando tabus ou não, a verdade é que uma parte do telespectador não aceitou ainda a Taís no papel principal, alegando que ela não está à vontade como em outros trabalhos. E mais, não há química entre ela e José Mayer. O que não pode acontecer, já que fazem o casal principal da trama.

Embora não acompanhe assiduamente a novela, acho cedo para críticas desse tipo. Com certeza não deve ser fácil para a atriz fazer um papel como esses. Não o da modelo bem sucedida que de repente se casa com um homem mais velho. Que mistério pode haver nisso? Mas o da "Helena de Manoel Carlos".

Desde sua estreia em teledramaturgia tendo a maravilhosa e saudosa Lílian Lemmertz ("Baila Comigo" – 1981) como a 1ª Helena em sua vida, as "Helenas de Maneco" já foram vivenciadas por Regina Duarte ("História de Amor" – 1995 e "Por Amor" - 1997), Vera Fisher ("Laços de Família" – 2000), Christiane Torloni ("Mulheres Apaixonadas" – 2003), Helena Ranaldi ("Presença de Anita" - 2001) e Maitê Proença ("Felicidade" - 1991). Essa última foi a mais jovem de todas até o surgimento de Taís.

Heroína, forte, independente, inteligente, mãe, mulher, menina... A que carrega família e, às vezes, o mundo nas costas. Que sofre, chora, se rasga por dentro, mas não admite. Àquela que pode estar derrotada, mas não se permite descer do salto. Capaz de brigar, mentir, omitir, matar e até morrer, por aquilo que acredita.

Calma aí, essas não são características somente das "Helenas" e sim, das "mulheres de Manoel Carlos". Não está contente com o casal Thaís e Zé Mayer (foto)? Espera que a Giovanna Antonelli já começa a dar seus primeiros passos.

Temos Lilia Cabral dando um show como Tereza, na dobradinha mais que perfeita com Natália do Vale. Letícia Spiller aos poucos dando o ar de sua graça. A estreante em novelas da Globo Bárbara Paz, o trio "Sex and the City" Christine Fernandes, Daniele Suzuki e Maria Luísa Mendonça... Além de Aline Moraes, que ainda deve arrancar muitas lágrimas da gente.

E tem mais, se as mulheres não estão agradando deposite suas fichas no Mateus Solano, que vive os gêmeos Jorge e Miguel. Se Helena tivesse uma versão masculina, eu votaria nele. O cara é muito bom!

Por fim, vamos dar tempo ao tempo. Aos poucos a atriz vai acertar o tom de sua Helena e fazer com que mais essa entre para a história. Afinal, você não concorda que conhecer o mocinho, se apaixonar por ele, casar e viver feliz para sempre, em tão pouco tempo, mesmo se tratando de Maneco, é um tanto suspeito?

27 de set. de 2009

OlharTV: Que papo é esse?

por Tatiana Bruzzi

Como todo bom crítico de TV, tenho que estar sempre ligada ao que rola nas emissoras. É claro que acabo sendo levada a acompanhar uma ou outra atração que tenha mais a ver comigo, porém nada me impede de parar para assistir algo que me chame a atençao. E se faz parte da minha seleta pogramação, melhor ainda.

Não sei quanto à você, querido leitor, mas eu adoro descobrir programas. Sabe aquela história de você estar zapeando e de repente estaciona em um canal? Pois bem, muitas das minhas atrações prediletas como "House", "Gilmore Girls" e "Friends" (é, todos já sabem que amo seriados) se tornaram favoritas desse jeito.

Há pouco mais de 1 mês me deparei com uma dessas agradáveis surpresas e, aquilo que até então era algo novo, acabou entrando para minha rotina televisiva. Estou falando da série "Arnold", atualmente presente na grade do SBT.

Essa sitcom, produção gravada em estúdio com a presença de plateia ou os chamados 'sacos de risadas' ao fundo, foi exibida nos EUA de 1978 à 1986 e conteve 189 episódios divididos em 8 temporadas. A história baseia-se na vida do Arnold, menino de 8 anos cujo a mãe trabalhava para o Sr. Drummond (Conrad Bain), viúvo milionário e pai da adolescente Kimberly (Dana Plato).

Antes de morrer, a Sra. Jackson (mãe de Arnold e Willis) pede que seu patrão tome conta de seus filhos. E assim começa a saga de Pillip Drummond para conquistar a confiança dos meninos, dando-lhes uma nova família.

A série é muito bem vista pelos telespectadores graças ao carisma do pequeno Arnold, já que se trata de um menino esperto demais para sua idade. Ele ainda é questionador, daqueles que para tudo tem uma resposta na ponta da língua, sempre se mete em confusão e com isso garante boas risadas. Principalmente quando algo lhe parece estranho, ele vira para a pessoa, faz um bico e solta o seguinte bordão: "Que papo é esse?".

Um dos pontos fortes da produção é a forma como a família é bem estruturada e unida. Mesmo com a chegada de 2 estranhos, pai e filha recebem os jovens de braços abertos e dispostos a proporcionar à eles um lar de verdade.

Além disso, questões sociais como preconceito e ascensão estão muito presentes na história. Afinal Arnold e seu irmão são negros vindos de um bairro da periferia de Nova York, e de repente passam a conviver com a alta sociedade de Manhattan. O que acaba levando a série a colocar em pauta valores éticos e familiares.
  • Curiosidades:

• O verdadeiro nome da série é "Diff'rent Strokes". No Brasil ficou conhecida pelos nomes de "Arnold" (SBT) e "Minha Família é uma Bagunça" (Nickelodeon).

• Gary Coleman, ator que viveu o Arnold, na verdade teve um problema renal que o impediu de crescer. Tanto que na série o garoto tinha 8 anos, enquanto que o ator estava com 10. O fato de não poder crescer muito chegou a ser citado em um episodio, quando o menino descobre que chegaria a no maximo 1,50 m.

• Graças ao papel, ele se tornou uma celebridade instantânea. O que lhe rendeu um desenho chamado "The Gary Coleman Show", exibido na extinta TV Manchete com o nome de "Andy, o Anjinho da Guarda".

• Quando a série terminou, Gary estava com 18 anos e ainda aparentava um menino. O ator caiu no esquecimento e entrou em depressão, chegando inclusive a tentar suicídio por 2 vezes.

• Suas últimas aparições na TV foram nas produções "Um Maluco no Pedaço" e "Eu, a Patroa e as Crianças".

• O ator concorreu ao governo da Califórnia em 2003, mas perdeu para seu colega Arnold Schwarzenegger.

• Dana Plato, que viveu a jovem Kimberly Drummond, saiu da série porque ficou grávida. Sua carreira entrou em decadência e, apesar de ter sido cotada para fazer o papel principal de "O Exorcista", trabalhou em filmes de baixo orçamento, inclusive pornográficos. A atriz teve problemas com overdose de calmantes, que a levaram ao suicídio quando tinha 34 anos, em 1999.

• Todd Anthony Bridges (Willis) participou da série "Todo Mundo Odeia o Chris", exibida na Record.

• Conrad Bain (Phillip Drunmmond) participou da série "Os Feiticeiros de Waverly Place" ("TV Globinho" - Rede Globo) em 2007.

• Charlotte Rae, que interpretou a Sra. Garrett é uma famosa cantora de musicais.

15 de set. de 2009

OlharTV: Pensaram que eu havia me esquecido?

por Tatiana Bruzzi
redigido pela Equipe Mundo da TV Aberta


Gugu foi uma das principais estreias do mês de agosto. Apresentador estava há mais de 30 anos ao lado de Silvio Santos

Meus leitores devem estar pensando o que aconteceu, já que setembro chegou faz tempo e eu ainda não havia dado sinal da nossa já famosa retrô. Fazedo jus ao ditado: "a gente tarda mas não falha", lá vou eu relembrar o que chamou minha atenção na telinha, mês passado. Vamos lá?

Dizem que agosto é o mês do desgosto. Verdade ou não, para alguns telespectadores deve mesmo ter sido. Pois foi justamete nesse período que o reality "A Fazenda", da Record, acabou tendo o ator Dado Dolabella como grande vencedor. Digo isso porque muitas foram as reclamações pelo resultado final, já que uma grande parte do público acreditava que o humorista Carlinhos (ex-"Pânico na TV") seria premiado com R$ 1 milhão.

Ainda nas baixas na TV, a reprise da novela "Senhora do Destino", no "Vale a Pena Ver de Novo", da Globo, terminou com grandes índices de audiência.

Em compensação foi no mês de agosto que conferimos a estreia de algumas atrações. Na Record, na área de teledramaturgia tivemos "Bela, a Feia". A novela tem sido apontada como uma atração leve, divertida e ainda ressalta o lado cômico das atrizes Giselle Itié e Bárbara Borges.

Já em entretenimento, o "Programa do Gugu" e a 2ª edição de "Ídolos" (desde que o mesmo passou a ser exibido pela emissora). O destaque eu diria que ficou com o reality, já que o apresentador Rodrigo Faro tem roubado a cena. Segundo as críticas ele está bem a vontade, interagindo com os candidatos e dando uma pitada de humor ao programa.

No SBT, Eliana assumiu à frente de um novo programa dominical, na parte da tarde. E Silvio Santos passou a brigar pela audiência com seu ex-funcionário, no ar junto com Augusto Liberato.

A novidade na Globo foi o programa "Amor & Sexo". No comando de Fernanda Lima, a atração trata de forma bem leve e até um pouco didática, o assunto sugerido no título. E ainda, conta com a participação de convidados, plateia e pessoas na rua.

Na "Fórmula 1", o acidente sofrido por Felipe Massa cogitou a volta do heptacampeão Michael Schumacher, que assumiria sua posição na Ferrari. Apesar da real proposta feita pela empresa automobilística, a volta do alemão ficou para trás devido ao fato dele estar fora de forma. Em compensação, pilotos como Rubinho e Raikkonen voltaram a vencer e sonhar com o titulo.

Enquanto isso no "Brasileirão"... erros grotescos na arbitragem e conflitos internos nos clubes contribuem para o possível rebaixamento de 2 times cariocas: Fluminense e Botafogo.

5 de ago. de 2009

OlharTV: Férias são assim...

por Tatiana Bruzzi

A gente torce para as férias chegar. Planeja passeios, viagens, reencontrar os amigos e se o tempo permitir, ainda colocar em dia o papo, leitura, idas ao cinema e/ou locadora. Passada a euforia inicial, percebemos que o tempo é curto para tantas tarefas e longo para àqueles que são rápidos demais na execução das mesmas.

Aí o jeito é descobrir novas formas de passar o tempo como, pensar no trabalho. E foi isso que fiz. Além de fazer novos projetos, fiquei ligada no que rolou na telinha durante essa minha pausa. Então, como diria os Twitters: sigam-me!


Roberto Carlos foi um dos destaques da Globo em julho


Mês de férias sempre vem acompanhado de novidades para a garotada. A TV Globo deu a arrancada inicial e estreou a microssérie "Ger@l.com". Destinada aos pré-adolescentes, a atração foi exibida durante uma semana e tudo leva a crer que vá entrar futuramente na programação.

Ainda na Globo: No lado mais adulto tivemos a estreia de outras duas produções: as séries "Som & Fúria" e "Decamerão – a Comédia do Sexo". Também o fim do reality "Jogo Duro" e o retorno de outro, o "No Limite". O "Fantástico "voltou a exibir o quadro "Cilada", com Bruno Mazzeo. Já o humorístico "Zorra Total" apresentou um programa especial, em comemoração aos seus 10 anos. Por fim, a "Tela Quente" realmente ferveu com a exibição de produções destinadas a garotada como "Shrek", "Quarteto Fantástico" e "Os Incríveis".


"Arnold" voltou à tela do SBT e vem atingindo boa audiência


O SBT passou a exibir a série "Arnold – Minha Família é uma Bagunça" (1978).

No jornalístico tivemos a estreia de Milena Ceribelli no comando do "Esporte Fantástico", na Record. Já no entretenimento, na mesma emissora, Ana Hickmann assumiu a frente do programa "Tudo é Possível", posto deixado por Eliana (recém contratada do SBT).

Enquanto isso, no canal de Silvio Santos, Celso Portiolli assumiu o "Domingo Legal" no lugar de Gugu, que se mudou para a Record.

Na TV Globo o destaque ficou com o "Estrelas", com Angélica entrevistando celebridades direto da Argentina, e o especial "Roberto Carlos - 50 Anos".

  • Show de bola:


Brasil conquista o 8º título da "Liga Mundial de Vôlei" com transmissão da Globo e SporTV


O mês de julho foi também de destaque para o esporte, já que tivemos campeonatos espalhados pelo mundo afora. O destaque ficou por conta da "Liga Mundial de Vôlei Masculino", com nossa seleção faturando o 8º título (ficando empatada com a Itália) e tendo o líbero Serginho vencedor do prêmio de melhor jogador da competição.

O "Mundial de Natação" em Roma, que consagrou o brasileiro César Cielo como "O Imperador", ao faturar 2 medalhas de ouro e se igualar com o ex-atleta russo Alexander Popov. E ainda contou com a participação do americano Michael Phelps. O monstro da natação ganhou mais medalhas douradas e ainda bateu seu próprio recorde.

Por fim o "Grand Prix de Vôlei Feminino", tendo a 1ª fase realizada no Rio de Janeiro e com direito a um ótimo desempenho de nossa seleção, que segue na competição rumo (assim como a masculina) ao oitavo título. Todos com cobertura da Globo e Sportv.

É isso, leitores. Voltei com tudo e espero poder continuar contando com vocês aqui, no Blog Mundo da TV Aberta. Te vejo na próxima!

25 de jun. de 2009

OlharTV: "Jogo Duro"... de aturar

por Tatiana Bruzzi

Você se lembra do reality "No Limite", exibido pela TV Globo há alguns anos? Antecessor do fenômeno "BBB", o programa tinha como temática a realização de provas que, assim como o próprio nome sugere, testariam o limite de cada participante na busca por um prêmio em dinheiro.

Não chegou a esquentar a cadeira, mas durou tempo suficiente para despertar a curiosidade das produções de TV que, desde então, vira e mexe inventam alguma brincadeira com bichos nojentos, insetos pegajosos e culinária exótica, regada a muito olho-de-cabra e vermes de tronco.

O tempo passou... "Casa dos Artistas", "Acorrentados", "A Fazenda", muitos "BBB's" e afins, passaram por nossas vidas. Até que a mesma TV Globo resolveu lançar um novo reality (talvez não tão novo assim), com traços do anterior.

Desde o último dia 07 de junho está no ar a atração "Jogo Duro", apresentado pelo ator Paulinho Vilhena (foto / muito bem no papel, por sinal) e tendo Boninho (responsável também pelo "BBB") como diretor de núcleo. No programa, um grupo de aventureiros resolve testar seus limites através de provas, para lá de nojentas, em busca de um prêmio em dinheiro.

Para cada prova, há um tempo limite. Apressado demais perde em número de cédulas. Já aos gananciosos, cuidado! Os mesmos correm o risco de ficar por último e ser eliminado. No final de cada etapa, quem arrecadar o menor valor dança. Enquanto isso, a soma arrecadada por todos se reverte em crédito para o final do programa. Ou seja, o vencedor (escolhido pelo púbico através do telefone) leva a bolada para casa.

Em 3 semanas, assisti a 2 programas apenas. E apesar de ter insistido no último domingo (21/06), minha primeira impressão já não havia sido muito boa. Primeiro, as provas são muito parecidas... Bichos e insetos espalhados para todos os lados, em meio àquelas cédulas que devem ser resgatadas. A ideia que nos passa é a de que os participantes mudaram apenas de cômodo.

Segundo, confesso ter ficado com pena dos bichinhos. Mais até que dos participantes. E olha que não deve ser nada agradável ficar no meio de cobras, ratos, baratas, sapos, entre outros, que prefiro nem comentar.

Então, que os ativistas me ouçam! Achei uma crueldade prender um bando de pombos em um quarto minúsculo, cobras num local em inundação e ainda, sapos junto com ratos no esgoto.

Tá certo, a cidade está poluída. Mas não precisamos piorar a situação. Lugar de sapo é no brejo, cobra é no mato e pombo, nas sacadas de prédios, antenas de televisão ou cabos de telefone, sei lá.

O programa é grotesco! E para piorar, sua última edição teve cenas em um frigorífico onde, pela reclamação dos participantes em relação ao cheiro, deveria ter carne em decomposição. Num país onde a fome se propaga, minha gente.

Admiro muito o Boninho, pela forma como ele comanda outras produções globais, e mais ainda a TV Globo, emissora responsável por muitas produções impecáveis. Mas dessa vez, pecou feio. Pronto, tá dado o recado!

Ah, e o "No Limite", lembrado no início da coluna, volta em meados de julho, com temporada inédita. É aguardar pra ver!

3 de fev. de 2009

OlharTV: Faísca, Espoleta e Anastácia

por Tatiana Bruzzi
editado pela Equipe Mundo da TV Aberta


Quando um novo ano começa, logo pensamos nas novidades que ele nos proporcionará. Pensando em inovar um pouco minha coluna, propus ao meu chefe que, ao final de cada mês, faria uma pequena retrospectiva do que chamou minha atenção no decorrer deste tempo. Sendo assim, vamos ao melhor de janeiro.

O primeiro mês do ano não costuma ser recheado de novidades. Pelo contrário, na maioria das vezes esse período é marcado pelas “férias” de algumas produções e reprises de outras. Porém, como isso não chega a ser uma regra, telemaníacos ou não puderam usufruir de uma boa programação nesse comecinho de 2009.

A TV Globo pôs no ar uma das séries mais comentadas dos últimos tempos. Escrita por Manoel Carlos, "Maysa" retratou a vida da cantora de mesmo nome, famosa por interpretar as chamadas músicas bregas na década de 50. Dirigida por seu filho, o diretor Jayme Monjardim, a minissérie deu o que falar.

Embora alguns críticos tenham notado pequenas falhas na produção de arte, como peças e objetos que não existiam na época, "Maysa – Quando Fala o Coração" conseguiu retratar muito bem não só a cantora, como a mulher e a mãe que existiam dentro dela. Só aí já torna duas semanas pouco para contar uma história tão rica como essa. Caracterização excelente, principalmente da atriz que assumiu o papel principal, roteiro, trilha sonora... Sinceramente, palmas para o conjunto da obra.

Por fim, mas não menos importante, a reta final de A Favorita. A produção da Rede Globo mostrou a que veio desde sua abertura. A junção do techno tango com as imagens, que narravam a história do folhetim, era show. Depois, todo aquele mistério em relação à verdadeira identidade da vilã.

E mais, Patrícia Pillar em seu primeiro papel perverso e ainda Murilo Benício que começou lento, mas no final deu uma aula bem humorada de sarcasmo. Jamais vou esquecer a cena em que ele entra na sala principal do rancho e fala: “Família reunida: Faísca, Espoleta e Anastácia” (esse último para o Silveirinha, em referência a sua posição de capacho). Muito bom!

Por fim destaque para a última cena, com Flora e Donatela ainda crianças, brincando de roda. Entre tantas perversidades durante toda a trama, esta foi a mais assustadora. A câmera se afastando, a impressão de alguém as observando da janela..., e a cartada final do autor ao revelar (entrelinhas) que Leo, o personagem de Jackson Antunes, era o pai de Úrsula (filha da Mariana). Essa novela já entrou para o rol das favoritas do público.

23 de jan. de 2009

OlharTV: Essa realmente vale a pena ver de novo

por Tatiana Bruzzi

Responda rápido: o que uma atração precisa para valer a pena ver de novo? Romance, mocinhas, vilões, galãs, drama e muita polêmica. Agora se adicionarmos a tudo isso um pouco de realidade e uma ótima trilha sonora, damos de cara com "Mulheres Apaixonadas" que, consequentemente, é a atual novela a ser reprisada na TV Globo.

Escrita por Manoel Carlos, conhecido por retratar tão bem em suas obras a rotina diária na cidade grande, além do amor que sente pelo Rio de Janeiro, a novela foi exibida em 2003 e virou um marco na história da teledramaturgia ao abordar, de uma só vez, assuntos como virgindade, homossexualismo, violência doméstica e urbana, entre outros.

Tantas polêmicas geraram várias discussões. Primeiro o Ministério Público classificou a novela imprópria para o horário, exigindo que a mesma fosse ao ar às 21 horas. Depois, a prefeitura do Rio colocou empecilhos para liberar a gravação do tiroteio em que a personagem Fernanda (Vanessa Gerbelli) levaria uma bala perdida.

Por outro lado os maus tratos apresentados contra a terceira idade levou o congresso a rever os direitos dos idosos, e a violência contra as mulheres aumentou o número de grupos de ajuda. É por essas e outras que o resultado de todo esse trabalho não poderia ser diferente.

"Mulheres Apaixonadas" bateu recordes de audiência, por muitas vezes chegando à marca de 55 pontos (mais de 2,6 milhões de domicílios) só na Grande São Paulo.

Essa não foi a primeira vez que uma de suas obras gera discussões, encanta o público e alavanca no Ibope. Em "Laços de Família" o autor também virou notícia. A Justiça proibiu a participação de menores e a Igreja não liberou paróquias para a cena do casamento de uma noiva grávida. Em compensação, a novela ganhou um prêmio por abordar, e estimular, a doação de medula.

O chamado “merchandising social”, sempre presente em seus trabalhos, não passam de ações instrutivas que agradam ao público e geram audiência, além de darem ótimos resultados na sociedade. Foi assim também com a prevenção ao câncer de mama, tratada em "Mulheres Apaixonadas" (2003) e "História de Amor" (1996), gerando o aumento na procura por exames preventivos.

Em entrevista ao Observatório da Imprensa, o autor afirma que as polêmicas são necessárias ao sucesso e sustentam a longa duração das novelas. E desse assunto ele entende muito bem. Sua estreia na TV foi como colaborador de Gilberto Braga em "Água Viva" (1980). Na época, a novela provocou um verdadeiro escândalo ao promover o primeiro topless em horário nobre. Mas esse é assunto para uma próxima coluna.
  • Curiosidade:

Embalada ao som de Linkin Park, a cena do tiroteio nas ruas do Leblon foi exibida esta semana. Por se tratar de uma reprise, a novela passa por cortes. Infelizmente a mesma não foi completa ao ar.

Na época, a gravação contou com muitos tiros de festim, gritaria e emoção vinda de 800 pessoas. Janelas e varandas de prédios residenciais e comerciais ficaram lotadas. Todos queriam ver o tiro mais anunciado dos últimos tempos. Inclusive a atriz Deborah Secco que, embora nem participasse da novela, foi uma das curiosas no local.

  • Os números da cena do tiroteio:

Equipe de produção: 150 pessoas.
Figurantes: 120 de carro, 100 a pé.
Dublês: 20.
Seguranças: 50.
Gruas: 2.
Curiosos acompanhando: 800.
Tempo de gravação ao dia: 8 horas.

8 de dez. de 2008

OlharTV: As produções mais esperadas do ano

por Tatiana Bruzzi

Que todo ano surgem novas produções na TV, ninguém duvida. Mas, antes mesmo dessas atrações terem sua estréia decretada, é comum elas estarem na boca do povo graças às especulações da mídia especializada.

Hoje eu não poderia deixar de falar sobre esse assunto, mesmo porque duas das atrações mais comentadas durante o ano de 2008, finalmente entram no ar.

Fazendo jus às tradições de final de ano, em que sempre apresenta novidades em sua programação, a TV Globo coloca no ar, a partir de amanhã (09/12), "Capitu". A produção levou três meses para ficar pronta e é a segunda microssérie do “Projeto Quadrante”, do diretor Luiz Fernando de Carvalho, iniciado em 2007 com a obra de Ariano Suassuna, "A Pedra do Reino".

"Capitu" é uma adaptação do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, homenageado pelo centenário de sua morte. A atração, que narra a história dos jovens Bentinho e Capitu, terá 5 episódios recheados de mistério e romance. Dividida em duas fases, conta com um elenco de primeira. Destaque para a bela Maria Fernanda Cândido no papel título (2ª fase).

Agora se você for um daqueles telespectadores que adora uma novidade, não pode deixar de conferir "Revelação", no SBT. Escrita por Íris Abravanel, esposa de Silvio Santos, finalmente a novela teve sua estréia decretada para hoje (08/11).

A atração marca o retorno do SBT na área de teledramaturgia, já que esta será sua primeira novela independente depois de uma parceria, de quase 10 anos, com a Televisa (México).

Com direção de Henrique Martins e supervisão de texto de Yves Dumont, a trama se baseia no romance vivido entre Lucas (Sérgio Abreu) e Victória (Tainá Müller). Os jovens brasileiros se conhecem em Lisboa, apaixonam-se e vivem um típico romance de folhetim. Vale lembrar que ingredientes como humor e ação também estarão presentes na história.

O elenco principal é formado por Tainá Müller, Sérgio Abreu, Thaís Pacholek e Daniel Alvim. A produção conta ainda com Marcela Muniz, Flávio Galvão, Antônio Petrim e os atores portugueses Diogo Morgado e Joana Solnado, dentre outros.

Agora uma curiosidade: Por causa da indefinição em relação a data de estréia da novela, cogitou-se que só iria ao ar em 2009, "Revelação" chega a tela totalmente gravada, o que tira a característica de "obra aberta", comum às novelas. Por conta desse mesmo impasse, parte do elenco já está fora da emissora, inclusive intérpretes de personagens centrais.
  • "Revelação", estréia hoje (08/12), às 22h30, no SBT.
  • "Capitu", estréia amanhã (09/12), às , na Rede Globo.

24 de ago. de 2008

OlharTV: Bola cheia e bola murcha

por Tatiana Bruzzi

Hoje vou pedir licença para o Tadeu Schmidt da TV Globo, já que meu título é baseado em seu quadro no "Fantástico". No mais, como ainda estou em ritmo de olimpíada e na contagem regressiva para o término da competição, nada mais natural que minha coluna também esteja.

Mesmo porque sou obrigada a confessar, tirando as reprises sagradas de House, sou praticamente a prova viva de Beijing 2008. Só falto falar mandarim.

Você já deve estar se perguntando o motivo do meu título. Acertei? Apesar da maior competição esportiva conter em seu repertório um número considerável de esportes que vão além do futebol, ainda bem, resolvi fazer uma brincadeirinha utilizando os termos bola cheia e murcha, para apontar o que funcionou e o que não durante os jogos. Preparados?

Para começar nada como a seleção brasileira feminina de futebol dar o ponto de largada para o início da festa. Nossas meninas tiveram um brilho especial em Pequim, capaz de ofuscar os reluzentes pelas medalhas de ouro, produzidas para a festa. Bola cheia, com certeza.

Aliás vamos combinar uma coisa, essa olimpíada foi feminina. As mulheres invadiram Pequim e mostraram que de sexo frágil não tem nada. Só pelo Brasil, ganhamos duas medalhas de ouro, uma de prata e três de bronze. Essas últimas no judô, vela e Taekwondo. Preciso falar mais alguma coisa?

Além das vitórias citadas acima, apesar de nem sempre o final ser favorável, ficamos muito próximo. Conquistamos o direito de disputar finais na natação, maratona aquática, ginástica artística, hipismo e atletismo. Passamos por semifinais na natação, vôlei de praia, judô... e chegamos muito perto no boxe, tênis de mesa, handebol e saltos ornamentais. É ou não uma bola cheia?

A "Olimpíada de Pequim" ficará marcada pela riqueza da China. Antes mesmo das competições se iniciarem, as acomodações da Vila Olímpica se destacava junto ao estádio Ninho do Pássaro e o Cubo D'Água. Mas, da mesma forma que o país demonstrava, por uma lado, que não veio para perder, por outro provava que para isso não havia limites. Logo surgiram rumores de fraudes quanto ao uso de tecnologia na exibição dos fogos, na cerimônia de abertura, quanto a menininha que doou sua voz para que uma outra brilhasse na mesma cerimônia. Tudo em prol da perfeição, é claro. Olha a bola murcha aí.

Passadas as primeiras fraudes, uma atração sabíamos que não se enquadraria nisso. Seu nome: Michael Phelps. O nadador norte-americano chegou a Pequim com uma meta: conquistar o maior número de medalhas em uma Olimpíada e bater recordes. E não é que ele conseguiu!? Não foram uma e nem duas, mas oito medalhas de ouro. Nascia ali um mito.

Mas, se os EUA tinham Michael Phelps, o Brasil veio com César Ciello. O rapaz saiu das piscinas de São Paulo para Pequim e conquistou nossa primeira medalha de ouro em Olimpíadas. Nascia ali um ídolo.

Por fim, dando uma geral na competição, apesar de o resultado ter estado abaixo de nossas expectativas, ficamos em quarto no revezamento 4x100 (feminino e masculino), quarto no vôlei de praia feminino, quinto no hipismo e pela primeira vez na história, entre as dez ginastas melhores do mundo (por equipe). E mais, nossos meninos do vôlei estão em mais uma final Olímpica, na qual buscam o tricampeonato. Felicidade pouca é bobagem!

  • Bola Murcha

Essa vou falar bem rapidinho porque nem vale a pena dar muito Ibope.

- As legendas nos canais SPORTV nem sempre coincidiam com a programação.
- Na expectativa de atender a toda demanda de atrações, muitas vezes o SPORTV abria uma segunda janela, mas acabava ficando, sem necessidade, muito tempo com ela aberta. Diminuindo assim o campo de visão do telespectador.
- Galvão Bueno e seus comentários, sem sentido e pessimistas, durante suas narrações.
- A empolgação dos locutores durante as competições em que estava presente Michael Phelps.
- Horário político em plena "Olimpíada". Definitivamente, ninguém merece!

21 de jul. de 2008

OlharTV: Interatividade invade a "Sessão da Tarde"

por Tatiana Bruzzi

Se perguntarmos quais as lembranças que cada um tem das férias, com certeza os filmes da "Sessão da Tarde" estarão na lista. Quem nunca passou a tarde, principalmente as chuvosas, em casa, sentado no sofá, assistindo aos filmes dos Trapalhões, ou desenhos da Disney, que atire o primeiro controle.

Férias é assim! Jogar bola, soltar pipa, brincar de pique, tomar sorvete na praça e ver TV. E isso, as emissoras sabem que dá ibope. Afinal, quando a atração agrada, muitas crianças e adolescentes chegam a reunir os colegas para uma boa seção de filme, regada a pipoca e guaraná. É claro!

A "Sessão da Tarde", da TV Globo, sempre optou por filmes infanto-juvenis durante esse período. Mas há tempos que recebe críticas por conta das inúmeras reprises. Eu mesma já cheguei a comentar isso, aqui na coluna.

Mas, essa semana a emissora resolveu inovar a atração ao criar a "Sessão Interativa". Nela, o telespectador, mirim ou não, tem a chance de escolher qual filme deseja assistir no dia seguinte. Para a gente, uma boa opção de programar a tarde. Para a emissora, um test-drive antes da TV digital, juntamente com o todos os artifícios que ela promete, invadir de vez a telinha.

Na segunda-feira (14/07) o filme já estava definido. A estréia da interatividade veio a partir da terça (15/07). A maioria das opções incluíram uma comédia romântica e um filme fantasia (ou desenho animado). Produções bem leves, com a cara e estilo que a atração pede.

Quem está de “bob” em casa, pôde decidir entre títulos como Junior, Noiva em Fuga e Xuxa Abracadabra. Além disso, conferir o desempenho de estrelas líderes de bilheteria e audiência. Entre elas, Xuxa, Will Smith, Arnold Schwazenegger, Eddie Murphy e Julia Roberts.

A novidade parece que agradou. Já vi muitas pessoas perguntando qual o filme escolhido e até reclamando, quando descobrem não ter sido o seu preferido. Agora a nós, só resta saber até onde vai essa novidade. Apesar de apontarem como uma atração apenas das férias, pode ser que a onda pegue. Eu acho uma boa. E você?

13 de jul. de 2008

OlharTV: Para sempre na memória

por Tatiana Bruzzi

Na última quinta (10/07), a TV Glogo exibiu mais uma edição do especial "Por Toda a Minha Vida". Dessa vez os escolhidos para serem homenageados foram os Mamonas Assassinas. O grupo fez um sucesso estrondoso na década de 90 e conquistou fãs em todo o Brasil, atingindo principalmente o público infanto-juvenil.

Com Fernanda Lima mais uma vez a frente da produção, o especial foi escrito por Maria Camargo e contou ainda com reportagens de Fernanda Scalzo, redação de George Moura, direção de núcleo de Ricardo Waddington e direção de José Luiz Villamarim.

Em uma hora de duração, o programa abordou a trajetória dos cinco músicos brasileiros que explodiram na mídia em apenas sete meses e ganharam reconhecimento através de canções como "Robocop Gay", "Pelados em Santos" e "Vira-Vira".

A produção foi composta por imagens de arquivo, dramatização e depoimentos de amigos, familiares e profissionais que os acompanharam durante a meteórica carreira. Entre eles, o apresentador Fausto Silva e o jornalista Eduardo Bueno, biógrafo do grupo.

Quem assistiu ao especial, pôde recordar (ou conhecer) um pouco mais sobre o universo de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, integrantes do grupo. Antes dos “Mamonas”, eles faziam parte da Utopia, banda que trazia em seu repertório músicas já consagradas no mundo do rock.

Após muita porta na cara, em 95 os rapazes mudam o nome da banda e adotam um novo estilo musical. Eles passam a se chamar Mamonas Assassinas e adotam letras de humor escrachado, porém sutil.

O caminho rumo ao sucesso veio a partir da música “Vira Vira”, versão engraçada de uma espécie de fado português, que em pouco tempo passa a ser uma das mais pedidas nas rádios. O resultado rendeu ao grupo mais de dois milhões de cópias vendidas de um único disco, a impressionante média de 30 apresentações por mês e sete meses de grande sucesso.

Como não poderia deixar de citar, o programa termina com o acidente que matou todos os integrantes, em 2 de março de 1996. Na ocasião, eles haviam feito seu último show da turnê no Brasil, na cidade de Brasília.

A banda seguiria para Portugal no dia seguinte aquela àpresentação. Segundo a Globo, mesmo após 12 anos do desastre, as causas que levaram à queda do avião na Serra da Cantareira ainda não foram totalmente esclarecidas.

A dramatização de "Por Toda a Minha Vida - A Trajetória dos Mamonas Assassinas", contou com atores novos interpretando os rapazes e quem viu irá concordar comigo, eles pegaram muito bem os trejeitos do grupo. E ainda, a já conhecida Fernanda de Freitas no papel de Valeria Zopello, a namorada de Dinho.

Assim como a maioria dos jovens da época, eu também curtia a banda. Confesso que desde sua morte, assim como de costume em casos como esse, procurei não ficar me martirizando com esse assunto e os deixei descansar em paz, preferindo manter uma lembrança alegre. Por isso, não pretendia assistir ao especial. Mas, acabei me rendendo na última hora. Ainda bem.

A produção foi impecável e muito cuidadosa. Tratou o assunto com a delicadeza e o respeito que a família, amigos e fãs mereciam.

15 de jun. de 2008

OlharTV: Carta fora da manga

por Tatiana Bruzzi

Essa semana o telespectador foi pego de surpresa. Aliás, as principais emissoras de TV também. Ninguém imaginava, mas Sílvio Santos tirou da manga (ou do fundo do baú) uma carta que serviu de estopim para muitas discussões. E, no meio a tanta polêmica, por enquanto quem sai ganhando é o SBT com a exibição da novela "Pantanal".

Marco dos anos 90, o folhetim foi produzido e exibido pela extinta Rede Manchete. A história, assinada por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, é baseada na trajetória do casal de posseiros Maria e Zé (vividos por Cássia Kiss e José Dummont) que chega ao Pantanal à procura de terra. Lá, eles resolvem reconstruir suas vidas.

Maria engravida sem querer e dá luz a Juma (Cristiana Oliveira) numa cena memorável na história das telenovelas. Ela sobe em uma canoa e, no meio do rio, a criança nasce. Em seguida, abandona a filha e empurra a canoa rio acima. Desesperada, volta e resgata o bebê, arrependida do que fizera.

A partir daí começa a verdadeira trama. A beleza da mulher que virava onça brilhava entre as belezas naturais da região. Outro fator responsável pelo sucesso de crítica e audiência era o erotismo, muito presente na trama.

A novata Cristiana Oliveira interpretava Juma, a protagonista da novela. Criada por sua mãe (que ficara viúva) herdou o dom de virar onça, sempre que se sentia ameaçada. Durante o desenrolar da história, a jovem conhece Jove (Marcos Winter), filho de um dos mais importantes fazendeiros da região (Zé Leôncio - Paulo Gorgulho). A partir daí, o Pantanal vira o cenário de uma forte história de paixão e amor entre as personagens.

Uma história curiosa envolve a novela. O autor Benedito Ruy Barbosa escrevia somente novelas das seis para a Rede Globo e ofereceu a sinopse de "Pantanal" para a estréia da emissora, no almejado horário nobre. Depois de muita insistência, o autor recebeu um OK da emissora para ir até o Pantanal avaliar as reais condições de se produzir uma novela lá. Porém, na época chovia muito e as imagens obtidas não convenceram aos dirigentes.

Foi então que Jayme Monjardim, diretor artístico da TV Manchete, fez o convite para produzir a obra e exibir no horário nobre. Em troca, o autor foi para a emissora.

A novela ainda fez brilhar a atriz Jussara Freire, transformou Paulo Gorgulho e Cristiana Oliveira em astros e deu novo impulso às carreiras de Marcos Palmeiras e Marcos Winter. Mas o grande mérito foi do autor, que revelou a beleza do Pantanal para o mundo.

"Pantanal", cujos direitos de exibição foram comprados pelo SBT, está sendo exibida desde a última segunda-feira (09/06) e dobrou a audiência da emissora no horário, com 10 pontos. Porém, a confusão só começou. Benedito Ruy Barbosa decidiu entrar na Justiça para que o SBT tire o folhetim do ar, com a alegação de ter direito sobre a obra. E já perdeu.

Já a direção da Globo disse que não irá se manifestar. A emissora tem direito somente ao texto de Benedito Ruy Barbosa, para produzir uma nova versão da trama. Vamos aguardar!
  • "Pantanal", de segunda a sexta, quando acabar a novela da Globo, "A Favorita", no SBT.

9 de jun. de 2008

OlharTV: Todos no clímax

por Tatiana Bruzzi (editado por "Equipe Mundo da TV Aberta")

Entramos numa semana decisiva. Por se tratar do inicio de mês? Não, isso não passa de mera coincidência. Mas, por ser uma semana decisiva para novas e velhas produções.

Começamos pela TV aberta. No fim de semana passado, tivemos dois desfechos somente na TV Globo. Primeiro foi o fim de "Soletrando", quadro do programa "Caldeirão do Huck". Após meses de produção, preparação dos alunos, eliminatórios, por fim quem levou a melhor foi o candidato Eder Coimbra, de Minas Gerais.

A noite ficou marcada pelo término de "Duas Caras". Pela primeira vez, em anos, o último capítulo de uma novela foi transmitido em um sábado. O baixo índice de audiência (em torno dos 47%) provou que o telespectador não está adaptado a mudanças. Apesar de algumas reclamações como a identidade do sufocador e a amizade inesperada de Branca e Célia Mara, o fechamento da história - escrita por Aguinaldo Silva, agradou a grande maioria.

O SBT atacou no domingo com o novo "Programa Silvio Santos". Sucesso nas décadas de 80 e 90, o programa reestreou com seu inesquecível bordão "Quem Quer Dinheiro?" Entre a programação, a volta dos aviõezinhos de dinheiro jogados pelo "patrão", pegadinhas com câmeras escondidas, atrações musicais e as brincadeiras entre celebridades. Além das tradicionais e animadas caravanas cheias de mulheres na platéia.

Mês novo, programação também! Ainda na telinha global, tivemos a estréia do novo folhetim no horário nobre. "A Favorita" – João Emanuel Carneiro, começou com pouca ação, mas muita emoção. Patrícia Pillar (linda como sempre, mesmo no papel de uma ex-presidiária) prova que pode interpretar qualquer personagem na TV. E, não posso deixar de destacar a abertura excelente. Dinâmica, ágil e interessante. Casamento perfeito entre imagem e som. Hans Donner está de parabéns.

Já na concorrente... Chegou ao fim a novela da Record, "Caminhos do Coração". Mas, quem pensa ter finalmente se livrado dos mutantes, não se animem. Eles estão de volta, desde a última terça, em "Os Mutantes – Caminhos do Coração". Original, não?