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3 de jun. de 2009

Reprise de "Bicho do Mato" chegará ao fim no próximo dia 03

A Record agendou o dia 03 de julho como data de exibição do capítulo final da reprise de "Bicho do Mato", de Cristianne Fridman. Dessa forma, a trama chegará ao fim com pouco mais de 3 meses de exibição contra 8 da versão original.

Entre as causas do fim antecipado de "Bicho do Mato" está a estreia do novo programa de Geraldo Luís, que ocupará uma considerável fatia do período vespertino, e a baixa audiência. A novela vem oscilando entre 3 e 5 pontos de média, o que coloca a Record na 3ª ou na 4ª colocação no ranking do Ibope.

Com o final de "Bicho do Mato" já anunciado, a Record encerrará sua 3ª tentativa de emplacar uma faixa de reprises à tarde.

A 1ª foi com "A Escrava Isaura", que foi reexibida entre janeiro e julho de 2007. Na época a emissora paulista conquistava bons índices de audiência, porém as opções de substitutas com certo potencial eram limitadas.

A 2ª vez foi com "Essas Mulheres", de Marcílio Moraes, exibida entre 09 e 31 de outubro do mesmo ano. A rápida passagem do folhetim foi creditada ao seu péssimo desempenho no Ibope.

A 3ª vez foi com "Prova de Amor", que reestreou no dia 04 de agosto de 2008 e terminou em 15 de maio de 2009.

17 de mar. de 2009

TV Crítica: Novos hábitos: a mudança no consumo das telenovelas brasileiras

SBT voltou a investir em telenovelas no ano passado, depois de um período parado.

por João Claudio Lins

Demorou mas aconteceu. O consumo da telenovela brasileira, tão cultuada pelos quatro cantos do mundo, enfim se abriu para o mercado interno. O comportamento da audiência se diferenciou, dando espaço para produções segmentadas e novos formatos.

A dramaturgia nacional evoluiu, ganhou novos personagens e até mesmo uma nova vilã, disposta a tudo para roubar uma fatia mais polpuda do mercado e desbancar uma liderança que perdura por décadas. Desenlaces surpreendentes, traições e disputas: a novela das novelas chega ao seu clímax com a promessa de muitas emoções para os próximos capítulos.
  • Os personagens:

Vamos aos protagonistas. No papel principal, destaca-se a “heroína”, a Rede Globo, detentora de 3 novelas inéditas, uma reprise e um seriado adolescente. Uma emissora de forte apelo popular e reconhecimento por suas obras.

No lado oposto, a antagonista Rede Record ataca com 2 produções em curso e 1 repeteco nas tardes. Completando o triângulo, no núcleo cômico, encontra-se o SBT que, de modo quase que patético, transmite “Revelação”, escrita pela mulher do patrão. Há ainda os figurantes, que exibem melodramas importados, como a CNT, mas eles raramente aparecem no contexto.

  • A trama:

Flashback para ambientar a história e a rivalidade dos protagonistas: 1999. Tínhamos uma Rede Globo prepotente e invicta, com suas novelas em alta, faturando muito bem, com algumas ameaças do SBT, que frequentemente emplacava algum “furacão mexicano”. Na Record, a dramaturgia nacional engatinhava, com produções baratas de retorno minguado.

  • A reviravolta:

No início dos anos 2000, o SBT ousou em firmar uma parceria com uma das maiores exportadoras de conteúdo do mundo – a emissora mexicana Televisa. Deste acordo, que durou 8 anos de co-produções, surgiram alguns destaques, como “Pícara Sonhadora”, “Marisol” e “Esmeralda” que, embora tivessem textos sofríveis, garantiram médias significativas.

Neste tempo, o SBT chegou a exibir no mesmo dia até 6 novelas da Televisa (inéditas e reprises). Cômico se não fosse trágico.

  • O clímax:

A ameaça à hegemonia das produções globais, contudo, não estava no SBT, mas sim na Rede Record, que a partir de 2004 passou a se utilizar da mesma fórmula da emissora líder. Desde que injetou cifras miliomárias em sua programação, a rede da Barra Funda entrou na dramaturgia disposta a investir pesado em elenco, em texto e em produção.

O primeiro golpe foi apostar na ousadia: estreou em um domingo a telenovela “Metamorphoses”, em parceria com a produtora Casablanca. O resultado foi desastroso. Um enredo que se perdeu pelo caminho, obtendo índices irrisórios.

A grande tacada, entretanto, viria logo a seguir, com a estréia do remake de “A Escrava Isaura”, que rendeu média de 13 pontos e picos de 25 em sua reta final.

  • O núcleo cômico:

Com o sucesso de “A Escrava Isaura”, a Rede Record engatou vários sucessos e investiu em novos horários e temas. Eis que surge o inusitado: uma trama romântica que tem como pano de fundo uma história que envolve mutantes.

Com índices animadores, a Record engata uma 2ª temporada, com um enredo que beira o absurdo, concorrendo direto com o principal produto da sua rival. Desde então, a novela global pena para chegar aos 40 pontos de audiência na faixa das 21h (sendo que a meta é 45).

Neste cenário de guerrilha entra em cena o atrapalhado SBT, que resolve investir na dramaturgia nacional e contrata Íris Abravanel, a esposa de Silvio Santos, para escrever uma trama recheada de improviso, amadorismo, pieguice e escracho, apesar de nada disso constar na sinopse original.

  • A análise por trás do enredo:

Esse melodrama dos bastidores das novelas é uma obra aberta. Portanto não há como supor o desfecho dos protagonistas. Pode ser que venha um furacão e elimine metade dos personagens e mude todo enredo, assim como fez Janete Clair em “Anastácia, a mulher sem destino”, em 1976.

De repente, a antagonista pode vencer e se tornar absoluta com suas tramas. Ou mesmo ser esmagada pela líder. Há ainda a remota possibilidade de o núcleo cômico, encabeçado pelo SBT, se destacar com alguma palhaçada, “arma secreta” ou “espasmo criativo” do patrão.

A diminuição dos índices de audiência – ou a pulverização deles, melhor dizendo – não indica que a dramaturgia brasileira esteja em crise. Mostra que o telespectador está aberto a novas propostas e que o mercado televisivo, mesmo em meio a uma crise mundial, ainda está aquecido.

Com isso todos ganham: o mercado anunciante, a equipe de produção, os investidores e o público. Final feliz. Até que alguém inove mais uma vez e invista em outros formatos mais rentáveis. Mas aí já é enredo para uma outra história.

10 de fev. de 2009

Fernanda Nobre assume nova postura em "Poder Paralelo"

Ainda conhecida pelo público como Bia de "Malhação", Fernanda Nobre está prestes a assumir um papel mais sério e maduro em sua carreira.

A jovem atriz foi escalada para "Poder Paralelo", próxima novela das 22h que substitui "Chamas da Vida", e deixará de lado o jeito adolescente que até pouco tempo interpretava na própria Record, em "Caminhos do Coração", "Prova de Amor" e "A Escrava Isaura".

Fernanda irá interpretar a bela Luísa, uma moça que estará de casamento marcado com André (André Bankoff) mas que ficará indecisa ao reencontrar Dog (Miguel Thiré). Por coincidência, Fernanda Nobre e Miguel Thiré também faziam um par romântico em "Malhação", no ano de 2002.

Entretanto, para poder seguir uma aventura com seu novo amor, Luísa terá que deixar o antigo, o que será muito difícil. A moça terá que driblar a preferência de sua família por André, que é de classe média e tem um grande futuro pela frente.

Entretanto, mesmo tendo oposição de todos, Luísa foge com Dog mas algum tempo depois ela se arrepende da escolha e passará a se sentir sozinha.
  • "Poder Paralelo" tem estreia prevista para março, às 21h45, na Record.

13 de out. de 2008

Tiago Santiago se defende de acusações de nepotismo

O autor de "Os Mutantes", Tiago Santiago, defendeu-se em seu blog diante de notas divulgadas pela imprensa retratando o excesso de seus familiares em suas novelas.

Foi publicado recentemente que novos personagens que tenham alguma relação com o autor fossem proibidos e que a ordem teria vindo de Honorilton Gonçalves, braço direito de Edir Macedo no comando da Record.

Santiago publicou em seu blog na internet que em nenhum momento tentou "emplacar" seus familiares.

Quanto a sua mãe, a atriz Helena Xavier que participou de todas suas tramas na Record, ele se defende dizendo que a atriz já era premiada desde a década de 50 além de ter sido funcionária da Rede Globo nos anos 70 e de ter trabalhado com grandes ícones da dramaturgia brasileira no presente momento.

Em relação a Lígia Fagundes, sua esposa que desempenha o papel de mãe de um dos bebês com poder de salvar o mundo, o roteirista alega que ela sempre trabalhou em novelas e que haviam se conhecido em "A Escrava Isaura" - de sua autoria - e que ainda não haviam começado o namoro.

Por fim, sobre o peso do papel de Juliana Xavier em "Caminhos do Coração" e em "Os Mutantes", Santiago diz que a afilhada havia sido escolhida pela Record e não por ele, devido a uma participação acima das expectativas em "Bicho do Mato", de Christianne Fridman, que acarretou um contrato de longa duração com a jovem.

Tiago Santiago ainda por cima ratificou a postura de que a escalação de elenco na Record é feito por mérito e talento, diferente do que foi publicado em vários veículos de comunicação.

9 de out. de 2008

Record dá detalhes de sua parceria com a Televisa

A Record reuniu jornalistas na manhã de ontem (08/10), no Rio, para anunciar oficialmente o seu acordo com a Televisa.

No encontro, foi divulgado que o contrato vale pelos próximos 5 anos. A Televisa adquiriu alguns textos do Brasil, e irá produzir "A Escrava Isaura".

Na Record, o primeiro trabalho com a emissora mexicana será "Rebelde", e depois "Betty, a Feia".


Depois, o presidente da Record, Alexandre Raposo, disse que não tem interesse no seriado mexicano "Chaves", um contrato à parte e que pertence ao SBT há 26 anos. Ele disse que "é coisa velha".

A novela "Rebelde" será exibida na faixa das 19h, e tem estréia prevista para o primeiro trimestre de 2009. O vice da Televisa, José Antonio Bastón, durante o encontro ganhou uma camisa da seleção brasileira autografada pelo Pelé.

Por fim, foi dito que a idéia da Record é chegar a 3 novelas próprias e 1 da Televisa.