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15 de abr. de 2010

Papo de Bola: TV pós-eleição no Clube dos 13

por Edu César



Esta semana aconteceu a eleição do presidente do Clube dos 13 (que só é 13 no nome, pois atualmente são 20 componentes), que definiu a manutenção de Fábio Koff (foto), vitorioso contra Kléber Leite, candidato apoiado por Ricardo Teixeira e pela Rede Globo.

  • Para fins de televisão, algumas consequências:

- A entidade buscará um valor maior para o próximo contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro. Atualmente são pagos entre 500 e 600 milhões de reais, com validade por mais duas edições (2010 e 2011). Koff deseja conseguir até 1 bilhão no contrato válido a partir de 2012. Valeria nosso campeonato tanta grana? O que pensariam as redes de TV neste sentido?

- C13 pensa em assumir a responsabilidade pela negociação dos direitos da Série B e da Copa do Brasil, ambas pertencentes à CBF. Esta tomou os direitos da Segundona, há alguns anos, da antiga negociadora, a FBA (Futebol Brasil Associados). Para tanto, Koff sinaliza com o ingresso dos 20 clubes da B na entidade - ou seja, passaria a 40 componentes.

- A Record confirmou publicamente, através de declarações do coordenador esportivo Sérgio Hilinsky, a vontade de voltar à carga para conquistar o "Brasileirão" - mas desde que não haja "jogo de cartas marcadas", ou seja, ela entrar e fazer uma proposta, e esta ser mero objeto para arrancar mais dindim da Globo. Isso ela não quer.

Teremos 3 anos (tempo do novo mandato de Fábio Koff) para cuidarmos o desenrolar destas questões. Acontecerão mudanças que nos afetem diretamente enquanto telespectadores? Não sei, sinceramente. Mas que eu gostaria de fatos novos que fossem benéficos para nós, eu gostaria.

  • "Globo Esporte" e o caos:

O temporal no Rio de Janeiro na semana passada causou dias únicos para o "Globo Esporte": terça (06/04) e quarta (07/04), a rede nacional foi liderada por São Paulo (na terça, o "RJTV" foi esticado até 13h15, e na quarta, o RJ assistiu uma edição regionalizada especial, basicamente detida nos efeitos do caos no esporte); e entre quinta (08/04) e sábado (10/04), foram 3 edições geradas do eixo (a normal local de SP, a nacional gerada do RJ com Alex Escobar apresentando e outra específica para o Grande Rio com Glenda Kozlowski).

Além disso, na quarta-feira (07/04) a Globo não mostrou futebol para os cariocas. Flamengo x Universidad de Chile foi adiado para o dia seguinte e, assim, Santo André x São Paulo foi aberto para a rede nacional, com o Grande Rio assistindo o filme nacional inédito "Os Desafinados". Gozado, mas o título retratou a tormenta global no Ibope carioca: vitória inconteste por 25 a 14 da Record com o capítulo de "Bela, a Feia" em que Giselle Itié ficou gatona. Se enfrentasse o Mengão, nem em sonho atingiria tal índice.

  • Prudente tá em alta mesmo:

É na próxima segunda-feira (19/04) a estreia de Paloma Tocci apresentando o "RedeTV! Esporte". Enquanto isso, descobri um rosto novo apresentando o programa neste intervalo da saída da Flávia Noronha até a entrada da Paloma: Maria Paula Limah, o nome da bonitona. Pesquisando, soube que é de Presidente Prudente, egressa da TV Bandeirantes local, e é a garota do tempo do "Leitura Dinâmica" das 08h30. Por isso eu não a conhecia.

É, torcida brasileira. Não bastasse o Grêmio Prudente semifinalista do "Paulistão", agora mais essa. É ou não é um grande momento?

29 de nov. de 2009

Papo de Bola: Pitta x Globo: a verdadeira finalíssima de 1999

por Edu César


Na última sexta-feira (20/11), faleceu o ex-prefeito paulistano Celso Pitta (foto). Ele foi personagem do, para mim, até hoje mais polêmico e controverso episódio envolvendo a TV esportiva no Brasil: o horário da final do "Campeonato Brasileiro de 1999", entre Corinthians x Atlético Mineiro, na quarta-feira dia 22 de dezembro.

A história é longa e até deliciosa nos "leandros e meandros" que a cercaram, mas para encurtá-la: no ano anterior, Corinthians e Cruzeiro jogaram às 16h da ante-véspera de Natal, uma quarta-feira. Horário péssimo para uma cidade como São Paulo, com o trânsito que possui e o movimento do comércio prejudicado.

O jogo foi à tarde pois não era garantido que acontecesse (tempos do Brasileiro com fases eliminatórias em série "melhor de 3" ao invés da ida e volta simples). Se um dos dois ganhasse os dois jogos, seria campeão. E o terceiro jogo foi à tarde pois à noite tinha um especial da Xuxa, que a Globo manteve. Deu uma chiadeira, mas não houve remédio: bola rolando em plena tarde de dia útil para conhecermos o campeão brasileiro.

No ano seguinte, a mesma história se repetiria. A Globo programou para a noite o filme "Inimigo Íntimo". Só que, um dia antes do jogo, Celso Pitta, então prefeito paulistano, conseguiu na Justiça que o jogo acontecesse apenas depois das 21h - por consequência, 21h40, horário habitual da TV aberta. A emissora, aliada à CBF, tentou cassar esta decisão e recolocar a partida à tarde. A coisa foi tão bagunçada que, ao meio-dia do próprio dia 22 de dezembro, não se sabia o horário do jogo, se 16h ou 21h40. Um desrespeito com todo mundo. O martelo só foi batido por volta da 1 da tarde: jogo à noite, ou seja, uma senhora derrota da Globo, que teve de engolir em seco e cancelar o filme, mostrando o tricampeonato corinthiano.

Esta, Pitta x Globo, é que foi a verdadeira grande final do Brasileirão de 1999, e não Corinthians x Atlético Mineiro.

10 de nov. de 2009

Papo de Bola: Audiência paulistana e seus erros de preferência

por Edu César

Reprodução de TV ("Futebol 2009" / Rede Globo)
Palmeiras 1x0 Fluminense (08/11/2009)

Sou um crítico da forma como as TV's brasileiras procedem, ao guiar suas programações a partir da audiência medida na Grande São Paulo. É a maior cidade do país em quase todos os aspectos, principalmente econômicos? É. Contudo, todavia, entretanto, exagerando no pé da letra, é "apenas" uma cidade. São "apenas" 10 milhões de pessoas contra 180, 190 milhões dos outros 25 Estados, do Distrito Federal e do interior paulista.

Faço a referência pois, nas últimas semanas, a audiência de jogos do "Campeonato Brasileiro" me deu mais um argumento a favor da crítica que faço. Vejam bem: no último domingo (08/11), a partida da TV aberta foi Fluminense x Palmeiras. De um lado, os cariocas desesperados por vitória para seguir sonhando com a fuga do rebaixamento. Do outro, os paulistas necessitados de vitória para retomar a liderança perdida um dia antes. Clássico muito decisivo. Há algumas quartas-feiras, jogaram Vitória e Corinthians. Partida que não valia absolutamente nada, pois os baianos no máximo querem confirmar uma vaga na desinteressante Sul-Americana e os paulistas estão só "matando tempo" até o final do ano e servindo para encher grade de televisão. Verdade que, no mesmo horário, havia o grande clássico entre São Paulo e Internacional, que valeria ao vencedor a liderança. Mas o jogo principal era o do Barradão.

Sabem qual que deu maior audiência em Sampa? Quem respondeu Flu x Palmeiras errou. Foi Vitória x Corinthians, com 37 pontos totais (31 da Globo, seu recorde na competição, e 6 da Band), contra 27 da partida do último fim-de-semana (20 da Globo e 7 da Band). Tudo bem que a partida de Salvador foi numa quarta-feira à noite, em horário mais favorável para audiência televisiva do que domingo à tarde, e reunia o clube de maior torcida da região-alvo da transmissão.

Mesmo assim, a lógica - e talvez seja uma lógica burra, então, podem me chamar de burro pois acredito nela - diz que jogo de baixo interesse tem que ser pouco assistido e que jogo de grande interesse tem de ser muito assistido! São coisas que não entram na minha cabeça, que vão além da minha capacidade de compreensão. E que me fazem entender que a TV brasileira é o que é pois se guia por uma audiência que nem sempre sabe o que vê.
  • Atentado televisivo ao critério técnico:

Como não há paulistas na Sul-Americana deste ano, a Globo sempre puxou um jogo deles para a quarta-feira do torneio continental. Mas o momento do "Brasileirão" não poderia permitir de forma alguma este expediente. São quatro clubes separados por 3 pontos na dianteira - vamos colocar 5, contando o Cruzeiro. Mas todos eles, até a antepenúltima rodada, continuam jogando em horários diferentes.

Esta semana, o Palmeiras jogará nesta quarta-feira (11/11), outros 3 (São Paulo, Atlético e Cruzeiro) no sábado (14/11) e apenas o Flamengo no domingo (15/11). Atender necessidade da televisão tudo bem, mas aí é passar da conta. Os jogos decisivos deveriam ser todos simultâneos, em respeito acima de tudo ao critério técnico de equilíbrio na disputa.

3 de nov. de 2009

Papo de Bola: Boas e más do esporte da Band

por Edu César

A boa: Patrícia Maldonado de volta ao esporte. Já a acompanho nesta editoria desde o Sportv, no começo desta década, onde apresentava e fazia reportagens em jogos transmitidos ao vivo. Aliás, só a deixou quando a Record, que havia lhe contratado para o esporte, fez o "Sem Saída" cair no seu caminho - e, dali, também o "Tudo a Ver" e, na Band, o "É o Amor" e o "Dia Dia", programas que comprovaram sua versatilidade, competência e carisma para dar graça a qualquer atração. Caso agora do "Band Esporte Clube". Seis anos fora da programação esportiva não a afetaram, voltou com muito ritmo de jogo.

A má: quando narra futebol nacional dos estúdios, Luciano do Valle tenta passar para o espectador que está no palco do jogo, quando não está. Domingo me deu nos nervos ele fazer isso em Palmeiras x Corinthians, com frases como "sensível ao calor de Prudente, a direção da Bandeirantes nos liberou do paletó". Só que há coisas que entregam o tubo: a tapadeira não era tapadeira e sim o logo projetado no chroma-key (um bom olho percebe isso); o tom do falar do Luciano no estúdio é minimamente, mas perceptivelmente mais baixo, calmo, como queira definir, em relação ao estádio; e os repórteres, quando chamados, sempre respondem com dois segundos de atraso, típico em transmissões assim. Pega muito mal uma cobra criada como ele fazer isso.
  • Ângulo elevado ou nivelado?

De alguns anos para cá, estabeleceu-se na filmagem de futebol colocar o ângulo principal - aquele que mostra a bola rolando ao vivo - em um ponto mais elevado de muitos estádios, nos quais a imagem era captada da própria cabine da emissora. Vou dar três locais onde sinto muito latente este aspecto: Maracanã, Morumbi e Beira-Rio. Nos dois primeiros, praticamente não há mais filmagens do "ângulo da cabine" em transmissões ao vivo, apenas em reportagens jornalísticas.

Já no terceiro há algo interessante: em algumas transmissões (principalmente as regionais da RBS e as exclusivas do pay-per-view), o ângulo principal é o da cabine, pelo qual a imagem é mais "térrea" e podemos observar a torcida na arquibancada inferior; em outras (como todas que envolvem a Rede Globo), o ângulo principal é o elevado, com a imagem praticamente terminando nas placas de publicidade do lado oposto do campo e sem mostrar a arquibancada com a bola rolando.

Ângulos nivelado e elevado nas transmissões de futebol


Aí podem me perguntar: "e qual a tua preferência?". Particularmente, eu gosto mais do ângulo térreo, apenas por mostrar, além do jogo, a reação da torcida. Primeiro, porque é bobagem pensar que um ângulo elevado dê uma visão melhor da partida, já que provavelmente nem mesmo uma imagem em alta definição num televisor de plasma ofereça a mesma visão do campo (a não ser uma imagem de todo o campo com imagem extremamente nítida e em um aparelho de muitíssimas polegadas). E segundo, pois é bacana ver a reação dos torcedores atrás dos gols quando os lances agudos são concluídos.

Dou outro exemplo neste sentido: peguem os gols do recente Náutico x Sport, disputado nos Aflitos, estádio onde só tem o "ângulo da cabine" e não o mais elevado. Não dá uma graça a mais ver, após a bola estufar a rede, a instantânea reação da torcida levantando pra comemorar? Eu gosto disso.

12 de jan. de 2009

Papo de Bola: Novo "Globo Esporte SP": estreia aprovada

por Edu César
redigido pela Equipe Mundo da TV Aberta

Não precisei da exibição em horário alternativo no Sportv2 (19h30, para todo o país) para acompanhar a volta da edição paulista do "Globo Esporte". Sim, já sabia desde a primeira notícia que dei que novidades viriam.

Mas confesso que me surpreendeu a nova formatação SP do jornal trintão. E me surpreendeu positivamente. A idéia é dar uma sacudida? Pois a intenção acho que foi bem executada.

Para quem não tiver TV paga e não for de SP, vamos a um breve relato do que foi o "GE" versão São Paulo nesta segunda-feira (12/01): de largada, um clipe super pomposo e muitíssimo bem elaborado, com o Tiago Leifert (foto) anunciando a chegada do programa com frases como "imagine o programa de esportes com o qual você sempre sonhou. Este programa está no ar".

O novo estúdio permite ao apresentador se movimentar, não há bancada. A informalidade já na largada deu as caras, algo que não é propriamente muito comum em termos do jornalismo - geral e esportivo - da Rede Globo.

Cortina sonora mais agitada e dançante, câmeras em movimento típico de programa jovem. É um trintão jovial. E detalhe: dê-lhe material ao vivo, algo não muito frequente no "GE". Pouca coisa já estava gravada.

Após um primeiro bloco onde foram apresentados os repórteres nos clubes (Abel Neto no Corinthians, Mauro Naves no São Paulo, Bruno Laurence no Palmeiras e Leonardo Zanotti no Santos) e uma matéria de Andrei Kampff sobre o fenômeno de marketing Ronaldo, o segundo bloco teve mais uma novidade: Renato Ribeiro direto da Suíça, para a cobertura da escolha do melhor jogador do mundo da FIFA, via... Skype! É! A ferramenta que muitos de vocês usam pra bater papo foi utilizada pela Rede Globo - embora, crédito a quem merece, a idéia já seja usada há mais de meio ano pela TVCOM (UHF/paga da RBS no Rio Grande do Sul), em seu noturno "TVCOM Esportes". Entre as poucas matérias gravadas, as de Carlos Gil no novo carro da Ferrari e as dos eventos exibidos no "Esporte Espetacular".

O único momento mais discreto foi na rápida nota lida pelo Tiago sobre o falecimento de Friaça, da Copa de 1950. Passado isso, a informalidade continuou predominando. O apresentador - e editor-executivo desta nova edição paulista - dispensou o TP (teleprompter) todo o tempo, talvez um pouquinho de nada fora do ponto, mas segurando muitíssimo bem a peteca na passagem das informações.

Uma prova da descontração à toda prova foi na hora do vivo no Santos, onde chamou o Leonardo de "Léo", o que em termos de TV Globo não é muito usual, disse a frase "o 'Globo Esporte' é seu, fique à vontade" e interagiu com os entrevistados dele e dos outros repórteres ao vivo. Não é que a roda tenha sido reinventada. Mas lembremos que esta é a Globo, sempre engessada e quadradinha.

Para o segmento final, a entrada de um dos elementos novos do "GE" paulista: os video-games, ilustrados em reportagem de Rodrigo Garavini, da EPTV de São Carlos, com os referidos sendo a diversão dos jogadores corinthianos e palmeirenses nas concentrações na Copa SP de Juniores - que, mais adiante, teve um VT com lances curiosos da rodada, com locução do próprio Tiago.

No meio destes dois momentos, ele soube se virar bem para contornar um problema técnico, ao tentar formular uma pergunta a Abel Neto, que ficou sem retorno. Aliás, outro ponto a favor do apresentador: já no primeiro ao vivo do jornal, destacou que a demora na resposta do repórter se daria pelo delay (ou atraso), o que ocorre em tudo quanto é jornal, mas ninguém explica o que é, e nem todo espectador sabe disso.

Abro este parágrafo quando passa meia hora do encerramento do "Globo Esporte" - que, só para explicar aos leitores, pude assistir aqui de Porto Alegre graças a um santificado e abençoado "gato-net" da Globo SP. Se for para dar uma nota, daria nota 8.

O novo cenário ficou muito bem feito, com a liberdade devida de movimento para o apresentador. Ponto positivo para ele. Tiago Leifert já acompanho desde a reportagem do Sportv, com bom humor e informalidade no ponto certo em seus materiais. Se a idéia era ter um apresentador mais solto, que dispensasse o TP, ele foi uma escolha certeira.

Talvez tenham faltado algumas notícias do fim de semana na pauta (clássicos europeus e placares da Copinha). Mas para uma estréia onde "dividir com tudo" era necessário, dou esse desconto. A estreia me agradou muito.

Enquanto isso, a rede nacional - menos Minas Gerais - continuou com a formatação já do ano passado, ainda somente com a igualmente ótima Glenda Kozlowski e o grosso do material gravado.

A própria escolha do melhor jogador do mundo pela FIFA foi assim, com reportagens já preparadas pelo Renato Ribeiro e por Bruno Côrtes (do Sportv). Não sei como foi o primeiro bloco, visto só no Rio pelo canal aberto, mas espero que tenha voltado ao expediente normal até o final de 2007, com informações dos clubes locais. Voltando ao "GE" paulista: agora é ver como foi a resposta do público no Ibope.

25 de ago. de 2008

Papo de Bola: Balanço olímpico (balaaança!)

por Edu César

Finalizados os "Jogos Olímpicos de Pequim", vale fazer uma recuperação de alguns destaques da edição deste ano na Globo e na Bandeirantes, canais abertos que fizeram a transmissão (e destaques ligados a eles). Decidi fazê-la na forma de "troféus" com nomes bem-humorados que destacam alguns pontos especiais desta "Olimpíada". Vamos aos "prêmios":

Troféu Alerta Máximo - Record, que anunciou exclusividade pra valer na transmissão dos "Jogos Olímpicos de Londres 2012".

Troféu Anularei Meu Voto - Nivaldo Prieto. Duas transmissões dele (semifinais do vôlei e basquete masculinos) foram encerradas antes do fim por começar o horário político dos prefeituráveis.

Troféu Assim Que Eu Gosto - Galvão Bueno e Luciano do Valle, que voltaram à boa velha forma em vários momentos na Olimpíada, contrariando as más fases atuais.

Troféu Barão de Coubertin - Álvaro José, que mais uma vez deu show num evento onde é presença obrigatória.

Troféu Bom Revê-lo - Elia Jr., um dos símbolos da fase "canal do esporte", que reapareceu na Band aberta com muita simpatia e competência.

Troféu Carlos Villagran (Estou Cego dos Olhos) - Hortência, que em uma transmissão de basquete soltou esta: "vamos ver se a gente sai daqui com um sorriso no olho".

Troféu Chamem a Patrulhinha de Choque - Rembrandt Júnior, que ficou sumido dias e dias das transmissões da Globo, reaparecendo somente no penúltimo dia.

Troféu Desabafo Brasileiro - Neto, que baixou um pau daqueles na má participação brasileira em Pequim durante a transmissão de Vasco x Palmeiras.

Troféu Diversão Garantida - Síivio Luiz, que segurou o espectador com seu bom humor até nos piores eventos, como o tétrico Camarões x Itália no futebol.

Troféu Durma Filhinho do Coração - Milton Neves e Oscar Roberto Godoi, acordados em plena madrugada de vôlei feminino pelo Repórter Coruja do "Pânico na TV".

Troféu Fernando Vannucci (A África é Logo Ali) - Galvão Bueno, que anunciou a Copa do Mundo de 2010 no encerramento da Olimpíada.

Troféu Flashback - Osmar de Oliveira, que voltou no tempo ao chamar o intervalo depois do décimo quinto ponto em um jogo da primeira fase do vôlei.

Troféu Graças a Deus Acabou a Olimpíada - "Hoje em Dia", da Record, prejudicadíssimo na audiência quando eventos olímpicos passavam em sua faixa.

Troféu Hugh Heffner - Paloma Tocci, eleita musa do IBC em eleição feita entre os jornalistas estrangeiros.

Troféu "Imparcialidade" - Globo, com seu "isentíssimo" slogan "o nosso esporte é torcer pelo Brasil".

Troféu Intrusa no Ninho - Helena Pacheco, treinadora de futebol feminino, que juntou-se aos habitués da Globo nas transmissões das boleiras.

Troféu Linha Cruzada - Globo, com várias falas atropeladas de seu quarteto de apresentadores na cerimônia de abertura.

Troféu Love Is a Many Splendored Thing - Fernando Fernandes, "paquerado" ao vivo, em rede nacional, por um chinês durante uma entrada ao vivo.

Troféu Macaulay Culkin (Esqueceram de Mim) - Campeonato Brasileiro. Foi praticamente esquecido pelos noticiários das TVs que transmitiram a Olimpíada.

Troféu Nada de Descanso no Fim de Semana - Cléber Machado, que narrava a Olimpíada de madrugada e manhã e as Séries A e B do Brasileiro de tarde.

Troféu Procon - Band, pelas diversas afiliadas que cortaram as transmissões olímpicas para privilegiar programas locais e horários religiosos terceirizados.

Troféu Quem Disse Que a Tecnologia é Infalível? - Tela sensível da Globo, que deixou o pessoal na mão algumas vezes (Mylena Ciribelli que o diga).

Troféu Quiproquó Chinês - Galvão Bueno, que teria posto a boca na Sônia Bridi por causa da transmissão da cerimônia de abertura.

Troféu Shawn Johnson - Luísa Parente que mandou muito nos comentários da ginástica.

Troféu Sortudos Olímpicos - Luís Ernesto Lacombe e Márcio de Castro, que não são narradores, mas puderam narrar algumas das medalhas brasileiras.

Troféu Um Olho no Gato e Outro no Peixe - Galvão Bueno, que quis saber o que a Band passava, se a semifinal do vôlei masculino ou o bronze do futebol masculino.