12 de set de 2010

"Custe o que Custar" terá edições ao vivo na web

por Marcelo Gripa

Os fãs do "Custe o que Custar" terão de se acostumar a dormir mais tarde às segundas-feiras, dia em que o programa vai ao ar na Band. A partir de outubro, a atração comandada por Marcelo Tas ganha mais 30 minutos de conteúdo inédito só para a internet. A novidade irá ao ar ao vivo, com interatividade, assim que a transmissão televisiva se encerrar. Quem garante é Marcelo Mainardi, diretor executivo comercial da emissora.

Em bate-papo exclusivo, Mainardi antecipou que a Telefônica será a patrocinadora master do novo projeto, mas foi além. Comentou sobre a fase do "Custe o que Custar", 3º maior faturamento da Band (atrás do "Jornal da Band" e do "Futebol 2010") e líder proporcional na emissora. Sobretudo, demonstrou entusiasmo e orgulho pelo formato. "É o mais inovador da TV. E digo isso sem modéstia nenhuma".

No ar há quase 3 anos, a atração humorística mexeu com o mercado brasileiro de TV. Gostem ou não. A inserção de modelo diferenciado no conteúdo e merchandising chamou atenção e o programa ainda tem fila de anunciantes, um caso raro. "Tenho certeza absoluta que o 'CQC' influenciou outros programas. Eles ficaram incomodados com a novidade e tentaram se renovar. O 'Pânico' é exemplo disso", afirma. Mainardi não comenta quais marcas estão à espera, mas confessa que já houve troca de anunciantes no mesmo dia em que a atração vai ao ar.
  • Valor da publicidade aumentada em 222%:
A lei de mercado manda: quando a demanda é alta, suba o preço. Dito e feito. De 2007 para 2010, o preço praticado (não de tabela) da propaganda de 30 segundos subiu 222%, impulsionado pelo aumento de audiência do programa. Mainardi explica que o sucesso do modelo comercial do "Custe o que Custar" foi construído a "seis mãos", brasileiras e argentinas. "Todo mundo deixa o ego de lado. A criação acontece a seis mãos (Band/Cuatro Cabezas, agências e as marcas) e o cliente opina cada vez mais em tudo", observa.

O formato do "CQC" nasceu na Argentina pelas mãos da produtora Cuatro Cabezas. E Mainardi gosta de falar sobre a relação construída entre os países. Ele reconhece a importância dos hermanos no formato, mas alerta o quanto a qualidade criativa brasileira contribuiu para o sucesso da versão naional. "Foi tão bom que os próprios argentinos reconhecem essa qualidade", alfineta.

Pelo resultado alcançado, o diretor da Band confessa eu há procura de formatos semelhantes ao do "CQC" inclusive dentro da emissora. Nesta linha, aproveita para avisar que a parceria com a Cuatro Cabezas deve render outros lançamentos em breve.

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