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4 de out. de 2010

"Jornal da Cultura" estreia nova fase com Maria Cristina Poli

Telejornal investe no noticiário analítico e ganha novos quadros e cenário, além de 5 duplas de debatedores

A jornalista Maria Cristina Poli assume nesta segunda-feira (04/10) a bancada do "Jornal da Cultura", que estreia com uma série de novidades, que vão desde o cenário até o formato. O telejornal passa a ser mais analítico e contará com a participação de debatedores.

5 duplas de profissionais irão se revezar ao longo da semana para discutir, junto com a apresentadora, temas importantes em pauta, nas mais diversas áreas, como economia, política, meio ambiente, saúde etc. Entre os participantes estão o sociólogo Demétrio Magnoli, o historiador Marco Antônio Villa, o escritor e roteirista Paulo Lins, o professor do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle e o economista Alexandre Schwartsman.

Com 1 hora de duração, o jornalístico terá ainda novos quadros, como: "Jornal da Cultura Explica" – uma espécie de ABC da notícia, em que serão traduzidos para o público termos utilizados no cotidiano, mas que não são compreendidos pela maioria da população; "Janelas para o Mundo" – uma exibição de notícias e imagens registradas via câmera de celular, ou qualquer outro equipamento, pelos telespectadores; "Arquivo da Cultura" – preciosidades do rico acervo da TV Cultura; e "In Site" – dicas semanais de sites curiosos relacionados aos mais diversos assuntos.

Segundo Maria Cristina Poli, o novo "Jornal da Cultura" é um telejornal de análise, que se preocupa em traduzir os fatos para o telespectador. "Queremos ir além da notícia, desvendar o que está por trás dela", explica a apresentadora.
  • O "Jornal da Cultura" é exibido de segunda a sábado, às 21h, na TV Cultura.
  • A jornalista Maria Cristina Poli:
A jornalista começou na TV em 1979, ainda estudante, como assistente de produção do "Programa Hebe Camargo", na Band.

Nas décadas de 80 e 90, foi repórter especial da Globo e participou de projetos importantes como a implantação da Rede Globo Oeste Paulista e a coberturas de eventos internacionais como os "Jogos Olímpicos de Barcelona", em 1992.

Entre 1993 e 1998, apresentou e fez reportagens especiais para o programa "Vitrine", da TV Cultura, inclusive em outros países como Japão e Inglaterra.

Em 1999, foi para o Canal 21, do Grupo Bandeirantes, onde permaneceu até 2001 como apresentadora do "Circular" - programa ancorado dentro de um ônibus, que circulava pelas ruas de São Paulo. Ainda na Band, entre 2002 e 2003, assumiu como âncora e editora-chefe no "Jornal da Noite".

De volta a Rede Globo, em 2004, trabalhou como repórter especial da Central de Jornalismo e, no último ano, em 2008, como repórter exclusiva do programa "Fantástico".

Este ano, ingressou no canal Discovery Health como diretora de conteúdo – atualmente dirige série de documentários para o canal americano sobre saúde. Além disso, foi contratada pela TV Cultura para comandar o "Jornal da Cultura".

5 de ago. de 2010

TV Cultura corta "Vitrine", "Login", "Manos e Minas" e mais programas

por Daniel Castro


Roberta Youssef e Fábio Azevedo, apresentadores do "Login"

O processo de reestruturação da TV Cultura, que tende a trocar a produção pela compra de conteúdo, terá como primeiras vítimas os programas "Vitrine", "Login" e "Manos e Minas". Essas atrações serão extintas. "Letra Livre" e até os concertos da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) estão ameaçados.

Em entrevista ao repórter Jotabê Medeiros, o presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, anuncia a extinção do "Login" e do "Manos e Minas", ambos dirigidos ao público jovem. A notícia surpreendeu profissionais das 2 produções, que ficaram sabendo que poderão ser demitidos pelo jornal.

Sayad disse também que o "Vitrine" "deverá ser suspenso para reformulação". Nos bastidores da emissora, o que corre é que o "Vitrine" sai do ar, mas não volta. Sayad tem dito reservadamente que acha o programa "chato".

Em reuniões na emissora, o presidente da fundação tem afirmado sua intenção de não mais captar concertos da prestigiada Osesp, mantida pelo governo estadual. Sayad quer também encerrar a cobertura do Festival de Inverno de Campos do Jordão, tradicional evento de música erudita. Sua justificativa: é caro captar apresentações de orquestras; sai mais barato comprar material do exterior.

Já o "Letra Livre", de literatura, poderá se fundir a outro programa do mesmo gênero, o "Entrelinhas".

Mas nem tudo é tragédia na TV Cultura. A emissora está investindo no "Metrópolis", que deverá voltar a focar em cultura popular, no "Jornal da Cultura" (que passará a ser um jornal de debates, a partir de setembro) e no "Roda Viva", que contratou Marília Gabriela, numa tentativa de recuperar prestígio.

Na entrevista publicada pelo O Estado de S.Paulo, João Sayad confirma, à sua maneira, as informações publicadas. O economista nega que haverá demissões em massa (o que qualquer um, no lugar dele, faria). Mas admite cortes. "Haverá mudanças nos quadros, isso é certo", afirmou a Jotabê Medeiros.

Sayad confirmou o fim da produção de conteúdo para terceiros (TV Justiça, Tribunal Superior Eleitoral, Assembleia Legislativa de São Paulo), atividade que gera R$ 60 milhões por ano. Explica: "Dá um trabalhão, gera um porção de problemas trabalhistas, e, em vez de se dedicar à atividade-fim da própria TV, passa a se dedicar à produção para outras 2 TV's. A receita que se consegue não justifica o comprometimento de tanta gente da TV Cultura trabalhando".

Sayad confirmou até seus planos de vender o patrimônio da Cultura:

"Isso é uma implicância minha. Eu acho que, numa reformulação, quando a TV for mais ágil e mais moderna, quando nos tornarmos compradores de conteúdo, pode perfeitamente prescindir de um espaço tão grande. Mas não tem nada certo. O terreno lá tem 30 mil metros quadrados de área, com uns 8 mil metros de área construída. Isso é um modelo da TV dos anos 60, que hoje pode ser menor e mais eficiente. Mas é um projeto a longo prazo".

  • Movimento "Salve a TV Cultura":
    por Luis Nassif

Não tenho por hábito estimular movimentos de mobilização pela Internet. Mas esse caso da TV Cultura não pode ficar assim.

Não é possível que o trabalho de gerações de paulistas, que a tradição criada por Roberto Muylaert seja destruída pela postura imperial de um presidente indicado pelo governo do Estado. Não se pode deixar João Sayad promover esse desmonte.

Montou-se um Conselho supostamente representativo da sociedade civil paulista, mas que só tem servido para sancionar decisões que partem do governo do Estado.

Nos últimos anos, a TV Cultura foi uma caixa preta. Apesar de indícios veementes de irregularidades, o conselho passou ao largo da gestão Marcos Mendonça. A blindagem proporcionada pela mídia a todos os atos de governo garantiu esse silêncio atroz, um pacto de cumplicidade naquele que deveria ser o Estado por excelência da afirmação da sociedade civil.

Há diversas funções das mais relevantes a serem cumpridas pela TV Cultura. Há uma cultura paulista espalhada por todo o Estado à espera de divulgação, há novas gerações de músicos aguardando espaço, há uma discussão ampla sobre os rumos do estado e do país. Como emissora pública, a TV Cultura teria espaço para prestar serviços a órgãos públicos – como já faz -, tem facilidade para captar recursos pela Lei Rouanet. Poderia se montar um trabalho amplo de mobilização junto às empresas paulistas.

Poderia ser o veículo por excelência das Secretarias da Educação, da Cultura, da Gestão. Mas nas vezes em que se ensaiou essa parceria, foi apenas para validar negócios de ONGs controladas por aliados políticos.

Todo esse potencial é deixado de lado pela postura fácil do desmonte.

Fica aqui a sugestão para a criação de um "Movimento Salve a TV Cultura". O Blog ficará à disposição dos que tiverem propostas, ideias e mobilização para essa empreitada que é questão de honra para São Paulo.

Coloque no seu Twitter o hashtag #salveaTVCultura

19 de ago. de 2009

Chega ao fim a greve da TV Cultura

A greve dos funcionários da TV Cultura chegou ao fim após 1 semana. No decorrer desse tempo, produções foram paralisadas e algumas atrações previamente gravadas sequer foram veiculados devido a ausência de profissionais da técnica para colocá-los no ar.

Nos próximos dias, os telespectadores poderão perceber a recuperação da emissora. O "Jornal da Cultura" e o "Metrópolis" deverão ter suas produções reativadas por completo e voltarão a ter a duração que tinham antes da greve.

14 de ago. de 2009

Fragilidade da TV Cultura é exposta em greve

A greve da TV Cultura expôs a fragilidade da emissora. Os 7 telecursos que exibe das 05h às 08h não estão indo ao ar porque não há ninguém que aperte os botões necessários para isso.

Desde segunda (10/08), não se grava nem se edita nada, à exceção do "Jornal da Cultura", precariamente. O telejornal está indo ao ar apenas com material de outras emissoras e de agências.

Programas semanais já estão comprometidos, por não terem sido gravados ou finalizados. São os casos do "Manos e Minas", "Vitrine" e "Repórter Eco". Até um boletim da gripe, produzido pelo HC, está fora do ar por falta de finalização.

18 de fev. de 2009

Heródoto Barbeiro é o novo apresentador do “Roda Viva”

A TV Cultura acaba de anunciar que o jornalista Heródoto Barbeiro (foto) é o novo apresentador do programa "Roda Viva".

A partir de março, ele substituirá a jornalista Lillian Witte Fibe, que esteve à frente da atração nos últimos 8 meses.

Heródoto, que deixará de ancorar o "Jornal da Cultura", já apresentou o "Roda Viva" entre 1994 e 1995.

18 de jan. de 2009

Professor Pasquale esclarece novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, na TV Cultura

por FabioTV

O professor Pasquale Cipro Neto participará, ao vivo, no “Jornal da Cultura”, todas as segundas e terças-feiras, para discutir e analisar o novo acordo ortográfico no quadro "Reforma Ortográfica".

Pasquale também aborda o assunto no quadro "Plantão Ortográfico" no programa “Nossa Língua”. Apresentada pelo professor, a atração vai ao ar as segundas-feiras, às 19h30.

A TV Cultura também passa a exibir, ao longo das 24 horas da programação, o boletim informativo "Nossa Língua - Plantão Ortográfico", que entra no ar 20 vezes ao dia.
  • "Jornal da Cultura" - vai ao ar a partir das 21h.
    "Nossa Língua" - segunda-feira, às 19h30.
    "Nossa Língua - Plantão Ortográfico" - ao longo do dia, por 20 vezes.

4 de mai. de 2008

Heródoto Barbeiro entrevista presidente Lula para o "Jornal da Cultura"

Nesta segunda-feira (05/05), o “Jornal da Cultura” exibe a entrevista de Heródoto Barbero com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O bate-papo foi gravado no Palácio do Planalto, em Brasília.

O presidente, após falar sobre os principais temas que repercutem no país, como reajuste de preços de combustíveis, greve no setor público e política industrial, revelou a Heródoto que sua primeira entrevista foi concedida à TV Cultura em abril de 1974. Lula relembrou que estava nervoso e que sua perna tremia bastante.
  • "Jornal da Cultura", amanhã (05/05) 22h, na TV Cultura.

6 de mar. de 2008

"Jornal da Cultura" faz série de reportagens sobre universo feminino

O "Jornal da Cultura" estréia nesta quinta-feira (06/03) uma série de reportagens que vão abordar o universo feminino. Serão enfocados, até sábado, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, temas como violência, trabalho, renda, discriminação, sexualidade e maternidade. Haverá ainda entrevistas de estúdio com especialistas em cada tema.

O "Jornal da Cultura" é apresentado pelos jornalistas Heródoto Barbeiro e Michelle Dufour e vai ao ar às 22h.

22 de dez. de 2007

Heródoto Barbeiro volta a apresentar o Jornal da Cultura

O Jornal da Cultura passará a ser ancorado por Heródoto Barbeiro e Michelle Dufour.
Segundo a emissora, o jornalista Raul Lores está deixando o canal para se dedicar a projetos no exterior, informou a coluna Zapping.