2 de dez. de 2008
Ministério Público desmente Record e diz não estar fiscalizando campanha de doações
Em uma tentativa de elevar a credibilidade da ação e aumentar o número de donativos, o canal incluiu em seus apelos que toda a quantia que fosse depositada na conta estabelecida seria averiguada pelo Ministério Público.
Dessa forma, o telespectador teria o dinheiro de sua doação destinada para a causa sem qualquer risco de desvio, o que não é anormal no Brasil.
Após uma intensa cobertura jornalística alternada com pedidos de vários apresentadores do casting, os problemas com o uso do nome do Ministério envolvido na campanha começaram a surgir na última segunda-feira (01/12).
A repartição pública do Estado de São Paulo negou em nota oficial que esteja fiscalizando a arrecadação milionária, ao contrário do exaltado pela Record. De fato, um ofício com tal pedido foi enviado, porém não havia sido sequer analisado. A instituição ainda acrescentou que não havia autorizado a emissora a usar seu nome.
Em resposta, o vice-presidente artístico Honorilton Gonçalves colocou a culpa em seus apresentadores. Ele disse que houve um equívoco e reconheceu que o Ministério Público só poderia acompanhar a arrecadação.
O bispo da Igreja Universal ainda ratificou que a emissora não tem nada a esconder e que não ficarão com nenhum centavo.
Até o fechamento desta matéria, R$ 4.603.490,39 já haviam sido arrecadados, o que garantiria tranqüilamente a reconstrução de 307 casas.







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