29 de jun. de 2008

Rede Globo e Corinthians: tudo a ver

26 pontos. Foi esta a audiência da Globo na Grande São Paulo com Bragantino x Corinthians, que ocupou o espaço que, no Brasil todo, foi de LDU x Fluminense. A audiência ficou dentro do razoável, levando-se em conta que era um jogo da temporada regular (não decisivo) da Série B. Ao menos a vitória sobre as novelas de Record e SBT foi tranquila (17,5 e 10, respectivamente).

Contudo, permaneceu a bronca de muitos paulistas que não tem SporTV e não puderam ver a final da Libertadores. Mas parece que o jogo decisivo do Rio, esse sim, também os paulistas assistirão, até porque a CBF não anunciou nenhuma mudança de jogo para esta quarta-feira (e, convenhamos, nem poderia fazê-lo, pois suponhamos que puxassem Corinthians x São Caetano de sábado para quarta-feira. Seria um desrespeito tremendo para os clubes, que teriam seus planejamentos seriamente afetados, e para o público, que tem o jogo previsto para dia tal, além desta mudança acontecer uma semana antes).

Há muitos anos, a Globo tem uma espécie de "neurose" com o Corinthians em São Paulo. Para mim, ela tem data e hora de nascimento: 14 de janeiro de 2000, 20 horas, quando começou a final do Mundial da FIFA entre Corinthians e Vasco, transmissão exclusiva da Bandeirantes em canal aberto.

Foi uma transmissão histórica, pois atingiu os 52 pontos de audiência. Foi a primeira vez que isso aconteceu? Não. A mesma Bandeirantes bateu nessa casa em 1990, com a exclusiva final do Brasileiro em que o Coringão venceu o São Paulo.

A extinta OM (atual CNT) também atingiu esse patamar com a final da Libertadores de 1992, São Paulo x Newell's Old Boys (exclusiva entre as TVs comerciais, já que a Cultura também a exibiu). O SBT passou perto dos 50 em 1995, com o Timão derrotando o Grêmio na final da Copa do Brasil.

Então, por que 2000 foi onde a Globo começou essa "paixonite" pelo Corinthians? Simples: os 52 pontos da Band naquele ano foram em cima do "Jornal Nacional" e da super produção "Terra Nostra", ou seja, o principal jornal e a novela das 21h, a histórica e mais tradicional dobradinha da emissora.

Aí é que eles se tocaram da força da torcida corinthiana em termos de audiência em Sampa. Se ela era forte para bater o "Jornal Nacional" e a novela das 21h, era forte o suficiente para deixar a Globo líder com tranquilidade sempre que exibisse um jogo seu.

O resultado é visto ao longo dos anos: caminhões de transmissões de jogos do Corinthians, muitas vezes em horários até incomuns (vide a quarta-de-final com o Palmeiras, no Paulista de 2003, exibida em plenas 21h de uma quarta-feira por ser o horário escolhido pelo SBT, para quem ela não quis deixar o grosso da audiência) e gerando situações como a da última quarta-feira.

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