23 de jun. de 2009
Em "Som e Fúria", Fernando Meirelles explora conflito de diretores

O outro tem liberdade artística, mas falta público e dinheiro para fazer qualquer peça que seja. Cada um, a seu modo, tem inveja do outro.
E, como diz o ditado, a inveja mata. Pedro Paulo Rangel, o estável e veterano diretor artístico que monta pela enésima vez "Sonho de uma Noite de Verão", de William Shakespeare, vai ser a vítima atropelada.

Tempos antes, Camargo foi um Hamlet impecável. Mas só por 3 dias, porque surtou durante um espetáculo e nunca mais voltou para colher os louros do sucesso.
Agora, ele se incumbe de montar "Hamlet" novamente. No papel principal, um astro da novela das sete vivido por um Daniel de Oliveira que convence tanto como um inexperiente ator de TV quanto nos monólogos de Shakespeare --alguém se lembrou de Wagner Moura?
- Pouco dinheiro:
No teatro, menos dinheiro é sinônimo de mais criatividade, parece ser a mensagem de Meirelles. Mas isso é apenas uma pequena parcela da série, que ganhou um compacto de menos de duas horas de duração. Este filme vai ser usado para divulgar a série em festivais de televisão no mundo.
Também há sexo, traições, homenagens a personalidades do teatro, trechos de "Hamlet", piadas sobre os bastidores das artes. E uma iguana. Na televisão, essa miscelânea pode fazer um divertido sentido.
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