3 de ago. de 2008
OlharTV: Uma jogada de mestre
por Tatiana Bruzzi
Faz um tempo que eu não dedico minha coluna a alguma novela. Talvez por ter visto menos do que gostaria ou ainda não ter tido, faz tempo, aquele insite. Quem já se acostumou com meus textos sabe que eu acompanho algumas produções e tenho minhas preferências, claro. Mas, é melhor parar de blá blá blá... Vamos aos trabalhos?
De todas as produções globais, "Beleza Pura" é minha verdadeira favorita. Novela leve, divertida e ainda conta com o talento de Ísis Valverde, a atriz do momento.No início confesso que a abertura, muito bem bolada por sinal, foi a única surpresa. Acredito que não só para mim, como para muitos telespectadores. A equipe de Hans Donner acertou em cheio ao usar imagens para focar a história principal. Dinâmica, com cores fortes e uma ótima trilha. Um estilo que só se via, até então, nas aberturas dos filmes de 007. Quando vi a arma disparando então, tive a sensação de que iria começar "Um Novo Dia para Morrer" e Pierce Brosnan entraria a qualquer momento na minha sala. Show.
Passada a euforia a novela em si não emplacou, pelo menos no início. Essa história de a mocinha permanecer na cadeia injustamente e sair anos mais tarde em busca de justiça, é mais velha que o rascunho da Bíblia. Não surpreende mais ninguém.
Essa semana mesmo eu estava pensando... "A Favorita" é a novela em que ninguém trabalha. No início até mostraram a tal fábrica do Gonçalo (Mauro Mendonça) e ele lá, só que brigando com seu desafeto Copola (Tarcísio Meira). Tirando isso, as investidas de Céu em Cassiano. Assim mesmo, quando ele ainda estava namorando a Lara.
Vamos recapitular: desde que brigou com a herdeira, Cassiano não aparece mais na fábrica. O marido de Lília Cabral então, nem se fala. Esse sumiu no momento em que subiu de posto. Já redação igual a do Zé Bob, não existe. Um entra e sai de qualquer um, menos repórteres. Ele mesmo não trabalha nem dentro, muito menos fora dela.
Agora o pior mesmo ficou por conta de José Mayer. Não satisfeito em viver, da natureza, sozinho, ainda levou Juliana Paes. Onde que alguém, em pleno século XXI, viveria no meio do nada? E mais, como que as correspondências (que ele se nega a abrir), chegam até lá? Ah, e para quem acha que eu me esqueci da Flora, está enganado. Só acho que no seu caso há uma explicação, Glória Menezes a banca.
Tirando o lado ruim, nas duas últimas semanas a trama emplacou. O autor começou a brincar com o telespectador e, como num jogo de xadrez, movimentar as peças cada hora para um lado. Flora tem se mostrado forte e atingido direitinho sua rival, Donatela. A ricaça perdeu completamente a rezão e frágil, tudo leva a crer que vai meter, cada vez mais, os pés pelas mãos. Tenho que reconhecer, brilhante!
A história chegou a uma proporção que ninguém mais sabe quem é quem. E muito menos quem ocupa a localização de bom moço na trama. A não ser quando a mídia solta. Aí, não tem jeito. Nessas horas, cabe ao autor mudar o quanto puder. Se não acontece como quando estamos na fila do cinema, prontos para entrar, e um engraçadinho, que estava na seção anterior, sai da sala contando o final. Vamos combinar, perde a graça!








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