29 de mar. de 2008

O lado bom do CQC

por Bruno Motta

Políticos e celebridades, uni-vos: há um novo time em campo ironizando toda e qualquer passada fora do compasso. É a turminha do CQC - no original, Caiga Quien Caiga (em tradução livre, Quem Cair, Caiu) versado em português para Custe o Que Custar. O título parece programa do Sílvio Santos, mas procurou manter a sigla CQC da atração que é produzida em quase uma dezena de países - todos de língua hispânica.

O programa chegou por aqui com um grafismo e edição afiados, mas a turma ainda precisa de um pouco de estrada pra se ajustar inteiramente. Marcelo Tas é figura mais que emblemática do tipo de humor que dá tônica ao CQC, mas à primeira vista parece um pouco desaproveitado somente na bancada. Pega o microfone, Tas!

Enquanto a platéia anseia pelo revival de Ernesto Varela, os destaques são Danilo Gentili, Oscar Filho e Felipe Andreoli. O primeiro é, de longe, ar novo na TV e no humor. Cínico e reflexivo, já ganhou inclusive um segundo quadro na atração. Oscar Filho só teve uma reportagem exibida, mas se mostoru seguro e simpático, sem perder a ironia necessária à crítica de celebridades. Felipe Andreolli circula com conforto pelo mundo esportivo, um bom assunto para o público alvo.

O CQC tem se tornado um incrível sucesso de audiência - no You Tube. Na TV aberta, por enquanto, mostra resultados tímidos. É esperar pra ver.

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